30 de ago de 2010

Política! E a juventude?

Não era raro, há alguns anos, os partidos de esquerda, ou de centro-esquerda, para tornar mais amplo, que os jovens, quase que ainda adolescentes, entrassem na política. O canal de acesso era o Movimento Estudantil. Na verdade, na verdade, quando duas pessoas se juntam para discutir algo, qualquer coisa que seja, isso já é fazer política. Mas o ME era uma introdução na vida política no sentido mais conhecido.


Era simples! Primeiro o estudante identificava que algo não estava bem, nem na escola, nem nas ruas. Se organizava em grupos, fundavam (ou disputavam) grêmios estudantis, diretórios de estudantes e centros acadêmicos. Destes, alguns se destacavam no seu trato com as pessoas, nas suas formas de colocar as coisas e se colocar diante das coisas e daí davam um salto para o partidarismo e, consequentemente, para mandatos eletivos.


PCR, PCO e PSTU são os partidos que vêem na juventude, uma promessa de continuidade de ideologias. Outros partidos maiores, como o PCdoB e o PT, sempre disputaram grandes espaços entre os jovens, sobretudo nas universidades, mas não apostaram no futuro da garotada.


Como, já disse antes neste blog, não há espaço vazio em política, e eleitores com idade entre 16 e 35 anos cresce a cada litígio, virou febre na “direitona” exibir cada vez mais a juventude dos seus partidos. Como bem lembrou meu amigo Flávio, em seu blog, essa juventude, diferente daquela revolucionária, que não devia nada a ninguém, é composta basicamente por filhos de políticos, na busca de manter a hegemonia familiar entre os cargos públicos rotativos (os de quatro anos).


Considerar que é inescrupuloso da parte dos xerifes, e ex-coronéis, tentar manter sua progênie nos governos é desconsiderar que a grande parcela da culpa desse aparecimento precoce da juventude de direita é quase que exclusiva dos partidos da saudosa esquerda militante.