24 de mar de 2011

Em guerra avisada, só morre quem quer

Dias desses, Dércio, o mais anti-ricardista comunicador da blogosfera, imprimiu em seu portal uma constatação quase que óbvia, pelo menos para quem leu todos os post do Cidadão Silva e também os comentários escritos acerca destes textos.
Trocando em miúdos, Dércio revela que Cássio, ex-governador, ex-aliado de Maranhão, agora ex-cassado pela justiça, está prestes a se tornar um ex-aliado de Ricardo. Tudo graças à decisão do Supremo Tribunal Federal que, além da cadeira no senado, lhe entregou plenos direitos eleitorais.
Isso resume-se a um fato com o qual Ricardo não contava: Cássio pode se candidatar a governador em 2014. Da mesma forma, o mago não contava com a entrega do governo do Estado à Maranhão, em 2009, o que pôs abaixo a aliança travada desde 2004.
Mais abaixo, listarei os links de todas as postagens referentes a este tema, para que você não precise perder tempo procurando. Mas, atenção! Leia os textos e leia também os comentários. É fundamental para entender alguns posicionamentos meus em relação ao atual governador do Estado, Ricardo Coutinho.
Contudo, para os que não lerão, quero que façam a seguinte reflexão:
Se em 2004, Ricardo estava ao lado de José Maranhão, na prefeitura da capital, com um vice-prefeito do PMDB; se em 2006 o então prefeito saiu de leste a oeste pregando que Maranhão era a salvação; se em 2008 manteve a aliança em troca da reeleição, mesmo já dando sinais de uma possível traição quando não abriu mão de entregar a vaga de vice ao PMDB; se em 2009 com a cassação de Cássio, a ida de Maranhão para o governo abalou os sentimentos do prefeito, uma vez que com a máquina na mão, o “véi” jamais abriria mão da reeleição; e se no mesmo ano Ricardo mudou de idéia, se aliou a Cássio (o mesmo de antes, sem tirar nem pôr, só que cassado) e pregou, agora no sentido inverso, de oeste a leste, que Cássio é que era o salvador da história (mesmo que ele – RC – não tenha reconhecido que errou em eleições anteriores); e agora, depois de ter feito o pior e mais trágico inicio de governo da história da Paraíba, e com Cássio tendo, como uma Fênix, ressurgido das cinzas, e com plenos direitos eleitorais, o que devemos esperar para 2012 e 2014?
Não sou do contra. Não quero o pior para o meu Estado. Mas, como dizem os militares: “em guerra avisada, só morre quem quer”.
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Artigo: Réveillon em dose dupla (23/12/2009) – obs.: O inicio da disputa
Artigo: A decepção do século (05/02/2010)
Artigo: Onde estão? (28/07/2010) – obs.: os comentários são ótimos
Artigo: A contradição imposta pelo coronelismo de um partido (10/09/2010) – obs.: o melhor debate nos comentários
Artigo: E agora José? (02/11/2010) – obs.: me rendeu sensura

3 de mar de 2011

Saudades da imprensa marrom!

Estamos vivenciando, em nível nacional, a empreitada global para cooptar a presidenta Dilma Rousseff, tal qual foi feito em 2003 com Lula.

Essa empreitada tem tudo a ver com o medo da chamada “Ley dos Medios”, que versa por moralizar os meios de comunicação no pais, que foram criados à luz da ditadura militar, as custas de trocas de favores entre empresários, sobretudo Roberto Marinho, e governo.

Contudo, alheio a essa discussão, a imprensa local vai mudando de cor de acordo com as mudanças no cenário político na capital e em Campina, ou no Estado como um todo.

De onde pode-se tirar essa conclusão? Vejamos! Entre 2003 e 2008, vocês irão lembrar muito bem disso, grande parte das emissoras de rádio e televisão vestiam azul e verde. Uma voz na multidão gritava vermelho e, logo após, laranja. Em 2009 o cenário começa a mudar. Quem estava com as cores da bandeira nacional vestiu laranja e em 2011 essa cor toma conta das demais.

Agora, como se certificar de que isso realmente é verdade?

Vamos tratar da greve das polícias, deflagrada essa semana. Todos os portais, sem exceção, todas as emissoras de radio e TV, tentaram minimizar o tamanho da mobilização repassando para a população que apenas Campina Grande e João Pessoa haviam aderido à greve. Era a missão dada ao segundo time da SECOM do Estado. E até estava pegando.

Eis que sites de relacionamento, blogs e portais independentes, todos criados, editados e mantidos, também, por pessoas que estiveram com os policiais, na luta pelo aumento dado e não pago, diziam justamente o contrário. Capital e interior juntos, unidos, fechados na questão da greve. Patos com medo do aumento da violência. Sousa sofrendo com as enchentes e sem poder contar com o Corpo de Bombeiros.

Além desse fato noticiado de acordo com o interesse de apenas um dos lados, outros acontecimentos vêm sendo tratado da mesma forma. De fato, com uma imprensa que não nos conta o outro lado da moeda, estamos agora reféns do laranjismo jornalístico.

Que saudades da imprensa marrom!