19 de mai de 2011

E agora, José - Vol. 2

Mais uma vez me atrevo a escrever sobre o cenário político da Paraíba. E faço saber que, durante todo o período pré e eleitoral, denunciei que o senhor altivez Ricardo Coutinho se encaminhava para uma encruzilhada, na sua sede de conquistar tudo, doendo em quem doer.
As reflexões que foram postas neste mesmo blog, nos textos e também nos comentários de alguns leitores mais lúcidos, davam conta de que, em suma, a aliança PSDB/DEM/PSB não traria melhoras para o Estado em hipótese alguma e que, a reboque, não seria em nada proveitoso para os “laranjas” aficionados do PSB. Os registros previam que, entre o segundo semestre de 2011 e todo os três últimos anos do governo ricardista, haveria tensão provocada, sobretudo, pelos apaixonados por Cássio.
É possível localizar um trecho onde David Soares diz quais seriam as palavras do ex-governador para se distanciar de Ricardo. Segundo ele, Cássio Cunha Lima iria para a imprensa despejar que por alguns meses tentou trabalhar com Ricardo mas estava dando murro em ponta de faca. Em outras palavras, Cássio sairia como bom moço e jogaria o “Mago” na cova dos leões.
Ora! Devo reconhecer que, de certo modo estivemos errados. Pois vejam, nem bem o semestre foi concluído e o Sistema Paraíba de Comunicação não só se distanciou do governo estadual como dia após dia traz uma novidade acerca da chamada quadrilha do Coletivo Ricardo Coutinho. São denuncias atrás de denuncias e até um programa novo de rádio, voltado exclusivamente para causar “polêmica” com essas denuncias que deixam os cabelos brancos do governador cada vez mais branco.
O que estaria por trás disso?
Sabemos que, historicamente, grupo Cunha Lima e Sistema Paraíba comungam do mesmo pensamento político, transcrito nas entrelinhas das editorias dos jornais impressos e televisivos. Então, se a Rede Paraíba se pintou de laranja durante todo o ano de 2010, porque então vem fazendo campanha acirrada contra Ricardo? Será que o elo Cunha Lima/TV Paraíba se rompeu?  Eu não apostaria nisso.
Contudo, fica o alerta para aqueles que acreditaram que a aliança foi necessária e que PSB e PSDB/DEM poderiam quebrar o retrovisor e olhar para a frente, numa perspectiva de novos rumos para o Estado. Realmente, estas siglas não são farinhas do mesmo saco, porque no saco do PSDB não há espaço para políticos emergentes. Alguém lembra de uns certos Dr. Júnior e Cozete Barbosa?

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8 de mai de 2011

Chuvas e desmatamento

Depois de exatos 31 dias sem postar nada, e ao de me deparar com mais enxurradas pelo Brasil, e em especial na cidade de Santa Rita, na microrregião de João Pessoa, resolvo fazer um breve comentário sobre chuvas em excesso e desmatamento.
Santa Rita localiza-se há mais ou menos 13km da capital paraibana, e é conhecida, entre outros produtos, pelos canaviais, tipo de cultivo que necessita de grandes extensões de terra. Obviamente que, para o plantio de cana-de-açúcar, algo tem que ser eliminado para dar lugar à essa cultura, e, claro, a floresta, ou a mata (atlântica), foi a vítima. Só para conhecimento, na região de tabuleiros da Paraíba, predomina(va) a floresta de mata atlântica e o cerrado, em menor escala.
E o que a mata e as arvores desta mata têm a ver com excesso de chuvas? O Dr. Wolf Dietrich Heckendorff, professor do Departamento de Geociências da Universidade Federal da Paraíba explicou, em uma de suas aulas, que um dos motivos para grandes precipitações em pouco espaço de tempo é justamente o desmatamento. Segundo ele, através do processo da fotossíntese as árvores acumulam água, liberando-a aos poucos, durante a noite, com o que conhecemos como orvalho, evitando assim elevado grau de evaporação e conseqüente nebulosidade. Sem árvores, a evaporação é quase que instantânea, criando nuvens carregadas que se precipitam, caem em forma de chuvas.
A região de João Pessoa tem precipitação média para o mês de maio de 282mm. Com uma alteração muito pequena nesses números devido à altitude de Santa Rita em relação a João Pessoa, o registrado para os 10 (dez) primeiros dias foi de 131mm (vide site da AESA), ou seja, quase metade do previsto para todo o mês.
Heckendorff salientou, ainda nas suas aulas, que as medições pluviométricas não tem variações de ano a ano. Dessa forma, o previsto para o ano de 2010 terá índices parecidos com os previstos para este ano (2011), para os anos anteriores e posteriores. O que muda é a precipitação para determinado período.
Cidades como São João do Rio do Peixe e as demais por onde passa o Rio Piranhas, ou Santa Rita, no nosso caso, com o Rio Paraíba, são suscetíveis a cheias devido esse processo de precipitação, uma vez que, caindo em excesso, as águas procuram os rios, e estes por sua vez, não comportam tamanha quantidade de água em pouco tempo, transbordando e inundando as áreas das encostas.
Um alerta que aproveito para fazer diz respeito às construções exacerbadas no entorno das cidades grandes, com desmatamento descontrolado e que, em poucos anos fará de cidades que sofrem pouco ou não sofrem ainda com as enchentes, fortes candidatas a inundações, desastres e mortes.

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