20 de mai de 2017

Décadence sans élégance

Nem me dei conta. Meu filho nasceu e o mundo parou pra mim há exatos 5 meses e 15 dias. Prova disso é esse blog. Já não era atualizado a contento, mas, abrindo-o sem compromisso, vi que a ultima postagem era do final do ano.
Por sorte, o facebook me surpreendeu hoje com uma lembrança de um texto que publiquei há um ano. E é exatamente este texto que irei postar hoje, aqui.
Então, fiquem a vontade. Ao final, tem um link do texto que li e que gerou esse texto que escrevi.
Divirtam-se!

Segue o texto:


Se, não sendo tendências, fossem alternativas, os dilemas colocados no texto compartilhado que podem representar a fase por que passam as bandas de rock dos anos 80, estariam expressos em: " suas carreiras começaram a entrar em declínio por não conseguirem se reinventar diante da mudança de cenário social e político. De contemporâneos tornaram-se extemporâneos".
Na verdade, fui, e às vezes ainda sou, muito fechado para a ideia de novas bandas, ou novas propostas de composição para bandas de rock a partir dos anos 90.
Contudo, encaro que as minhas pararam no tempo, realmente.
Já analisei, pensando comigo mesmo, e querendo escrever para o CidadãoSilva, que os jovens que viveram de Xuxa aos programas infantis de até 2 anos atrás (visto que hoje foram totalmente descartados pelas tevês abertas), e não sentiram os efeitos de um regime ditatorial militar, nem na pele (pros que nasceram durante), nem nas consequências de um tempo que chegou ainda muito cedo (para os que nasceram nos anos 80 até a metade daquela década), não seriam dotados de criticidade o suficiente para escrever letras que mexiam com a cabeça de qualquer um adolescente inquieto com os desmandes que a superestrutura (poder econômico tendo nas mãos os governos e a justiça) causava. Nem escrever e nem entender o que as canções queriam dizer.
Acho que a conjuntura melhor abordada, a partir dos anos 90, estão nas composições de O Rappa, no tocante à violência desmedida, que vitimou, inclusive, um de seus integrantes. Com o avanço da tecnologia e a chegada do novo milênio, a "mass-midia" passou a ditar o que podia ser escrito, e o que devia ser vendido.
Contudo, as bandas de rock dos anos 80, nossos heróis, parecem ter morrido de overdose, ou entraram num estado de êxtase profundo e não conseguiram mais nem entender a nova juventude, nem serem entendidos por ela.
O resultado? Ou se refazer (acústicos), ou se desfazer, ou se vender. E isso aconteceu, necessariamente, nesta ordem.
Leia o texto do link a seguir. É indispensável.