9 de jun. de 2010

E assim caminha o povo, vestido de mídia

E assim caminha o povo. Vestido de mídia. Seja ela qual for.

Esse vídeo resume meu pensamento e um texto que havia começado a escrever sobre música. Achei o vídeo mais instrutivo e menos cansativo, apesar de achar que os responsáveis conseguiram ser mais radicais do que o que eu seria, mas, é interessante.


Créditos do vídeo no final


Comentem, comentem!

1 de jun. de 2010

003 - Jaguaribe!

Estava saindo de minha casa para ir ao Caixa Econômica do antigo CEFET, em Jaguaribe, e uma dúvida me seguia: devo ir direto, num ônibus circular ou vou até o terminal de integração e pego o 003 – Jaguaribe?


Como sempre, fiz uma pequena reflexão antes de tomar a decisão. De certo não tinha muito tempo, mas, consegui lembrar de uma tal reunião, em 2005, quando ainda era presidente do Grêmio do CEFET, hoje denominado IFPB. Essa reunião aconteceu na STTrans, há anos solicitada para discutir melhorias na linha que cobre a região do centro de ensino Federal e uma possível intervenção junto à AETC-JP para a criação de um posto de venda de bilhetes (vales e tickets) dentro do prédio da escola. Estavam presentes uma diretora da escola, o presidente do DCEFET da época, o superintendente, Deusdete Queiroga, e eu.


Na ocasião, indaguei sobre a diferença de tratamento da empresa MARCOS DA SILVA em relação à disposição de ônibus novos e em grande quantidade para o Cabo Branco, bairro nobre da orla da Capital, e a escassez de veículos em Jaguaribe, bairro antigo, grande, e não da alta classe, no máximo “médio-à-baixo”, e ainda recheado de pessoas idosas (não pagam passagem) e estudantes (pagam meia-passagem). Para completar a pergunta, relatamos que os quatro ônibus que circulavam por lá mais pareciam latas de lixo, empestadas de baratas e quebrando a cada viagem. Na verdade havia apenas dois ônibus e meio, por que dos quatro um não rodava mais e outro era o que quebrava várias vezes. Como resposta, ouvimos que a linha que cobre o bairro nobre é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade para que, numa possível falha de algum desses veículos, a reposição seja feita em tempo hábil de forma a não prejudicar os passageiros. Quanto à idade dos ônibus da linha 003 o Superintendente informou que a STTtrans trabalhava com uma política de substituição dos carros de todas as empresas e que em alguns anos toda a frota da cidade teria idade média de 3,5 anos, incluindo Jaguaribe.


Após o raciocínio decidi que pegaria o 003 e fui até o terminal de integração. Não estava atrasado, mas queria chegar cedo à Caixa. Assim que desci de um ônibus, o Jaguaribe apareceu. Pura sorte ou o problema de Jaguaribe havia sido resolvido?


Entrei no ônibus, nada confortável, antigo, ano 2000 (dez anos), ainda sujo, cheio de inseto e, ao entrar numa avenida, já próximo ao Centro Administrativo do Estado, adivinhem! Quebrou! Mais um tempo esperando a tal reposição, já que pela lógica apresentada pelo Superintendente a linha é pequena e não deve demorar muito..., 10 minutos depois e lá vem! Outro antigão, mais velho que o que quebrou. Entrei, já estava cheio, não havia mais onde sentar e, o que aconteceu mais adiante? Enhim? Não sabe? Ele não quebrou e eu finalmente cheguei ao meu destino.


Agora, só mais uma coisa que ficou na minha mente até hoje! Se a linha 507 - Cabo Branco é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade, por que a linha 520 - Altiplano, que é maior, também da mesma empresa, é tão velho e tão raro de se ver quanto um cometa? Alias, 003 e 520 podiam ser chamadas de Halley.


Leia também:

Jaguaribe é eleito a pior linha de ônibus

PB Agora, 04 de fevereiro de 2010

18 de mai. de 2010

Uma concepção leiga sobre o Movimento Estudantil de hoje

Nas últimas semanas vimos, ouvimos e ficamos indignados – ou não – com mais uma situação criada pelo Movimento Estudantil no Estado.

Cerca de três mil carteiras estudantis sumiram na sala do Diretório Central dos Estudantes da UFPB. Foi um golpe já previsto, porém, como a pratica já fora utilizada outrora, muito se duvidou que a usassem novamente.

O fato é que não é de hoje que golpistas, aproveitadores e futuros candidatos a cargos eletivos se revezam nas diretorias de entidades que se dizem representantes do povo, não só de estudantes.

Mas, fixando apenas no Movimento Estudantil (ME), podemos analisar alguns fatores que possivelmente contribuem para que pessoas de índole questionável apareçam e usurpem dinheiro alheio para fins pessoais.


Geralmente se atribui a Partidos Políticos de esquerda uma situação mais confiável em termos de lutar por direitos coletivos, qualidades das discussões por escolas e universidades melhores, benfeitorias para estudantes, etc. O problema é que estes partidos geralmente seguem tendências, ou escolas de pensamento, diferenciadas, embora o fim seja o mesmo. São Marxistas, Leninistas, Trotskystas, seguidores de Stalin, Rosa Luxemburgo e assim por diante. Cada um teórico socialista defendia uma tese, alguma prática que o diferenciava do outro e assim seus respectivos seguidores tendem a reproduzir o mesmo discurso, o que dificulta um entendimento durante processos de organização para, por exemplo, um pleito eleitoral de Diretório Central ou Centro Acadêmico.


Alheio a isso, a estudantada tende a eleger seus representantes pela amizade, por repudiar tendências comunistas identificadas nos partidos de esquerda, dada a carga cultural patrocinada pelo capitalismo, ou simplesmente pelo que os futuros representantes têm a oferecer, levando em consideração o imediatismo, uma vez que, bombardeado pela cultura do individualismo, pensam que só têm quatro anos para aproveitar o que um CA ou um DCE pode lhes oferecer.


Outro fator que não se pode descartar é algo que se costuma chamar de refluxo do movimento, ou dos movimentos. Geralmente, após grande quantidade de desmandos de um governo, ou um representante (ME), cessando inclusive conquistas/direitos dessa determinada parcela de indivíduos, os representados (sociedade) tendem a se organizar em grupos, formando Movimentos Sociais. Esses movimentos populares se concentraram em um determinado campo de atuação, como o Movimento dos Sem-Terra, por exemplo. Vários movimentos juntos, não necessariamente, mas comumente, formam um partido político, ganham força e saem em defesa de uma coletividade ainda maior. Quando conseguem, enfim, eleger um representante comprometido com suas causas, passam a acreditar que este eleito irá, de alguma forma, resolver seus problemas, e recuam, baixam a guarda e ficam na espera. Foi mais ou menos o que aconteceu em 2003 quando Lula foi eleito presidente, e em 2005, particularmente aqui, em João Pessoa, com o ex-prefeito Ricardo Coutinho.

A eleição do ex-prefeito, diferente da eleição de Lula, afetou mais diretamente o ME por que estava mais próximo, conhecia e lutava junto com estudantes da capital. Ainda em 2003 os movimentos sociais, em nível nacional, viram que não poderiam continuar de braços cruzados e foram a luta. Em João Pessoa, mesmo com a guinada do prefeito em favor dos empresários do setor de transporte publico, de ações que contrariaram setores da cultura de João Pessoa, da saúde, de funcionários públicos municipais, os movimentos sociais continuaram esperando e, como conseqüência, houve desmobilização quase que total das bases.


Para concluir este raciocínio, vale também lembrar que os próprios partidos de esquerda como o PSTU, PCO, PCR, PCdoB, que investem nas juventudes mas não conseguem aglutinar, não se entendem, e alguns até se utilizam de práticas de partidos de direita. Por outro lado, o maior partido de esquerda do Brasil, o PT, que tem base popular ainda muito sólida, não se preocupa em manter essa base e nem muito menos tem a cultura de investir na juventude. Basta observar os guias eleitorais dos últimos anos.


Como em política não existe espaço vazio, esse conjunto de fatores contribui para que surja a todo instante indivíduos, geralmente carismáticos, com palavreado fácil e cativante, que se tornaram os futuros golpistas da nação.

26 de abr. de 2010

Levante sua voz - Intervozes

Como o blog assume caráter crítico sobre a comunicação (e os meios), vai ai um filme bem legal, interessante, e muito educativo sobre MÍDIA

Assista também em:
Levante sua voz (parte 1)
Levante sua voz (parte 2)



Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

22 de abr. de 2010

19 de abril

Ontem, 21 de abril, foi feriado. Dia de Tiradentes. Mas, poucos lembram que pouco antes, dia 19, foi o dia do índio.

- Índios, povos que viviam em áreas geográficas esparsas do continente americano, antes das colonizações e que tiveram, no Brasil, seus números reduzidos aproximadamente cinco milhões de pessoas para mais ou menos 700 mil no ano 2000, segundo o IBGE, sendo 500 mil índios “legítimos”, 225 etnias e 180 línguas (FUNAI).

Mesmo com a importância tão grande que têm esses povos para a cultura de nosso país, pouco se ouviu falar ou se viu noticiar nas TVs brasileiras. Os índios contribuíram com nossa língua, com nossa higiene, com nossa cor de pele tão bela. Mas, mesmo com tantas evidencias dessas contribuições, não se dá a importância que eles merecem.

Agora, pergunto: por que o dia 19 de abril não é difundido como o dia das mães, dos namorados, natal, páscoa, etc.?

Agora, posso responder com uma outra pergunta: - será que é por que não existem produtos indígenas (ainda), expostos nas prateleiras das grandes redes de supermercados, nas vitrines das grandes lojas?

Tudo gira em torno do mercado, do consumo, do dinheiro. Reduzir a importância e a população dos índios faz bem para um grupo pequeno de “proprietários” de terra que coincidentemente tem ligações com o tripé do poder: justiça, imprensa e legislativo.

23 de mar. de 2010

Os donos do meio (republicação)

Não é de hoje que tentam me fazer acreditar que os mediadores, ou espectadores da mídia de massa e de grande impacto, como a televisiva, tem, por assim dizer, um certo poder no direcionamento do conteúdo dos programas veiculados nesses meios.

Talvez, minha leitura esteja completamente equivocada ao achar que, definitivamente, a mídia burguesa, sempre aliada a grupos políticos e a interesses particulares, possa se submeter aos interesses de a quem estes se destinam. Talvez, haja uma particularidade no nosso país e este atrelamento aos “caciques” do Brasil faça da televisão brasileira única, onde, como há muito se tem notícia, a alienação se dê de forma diferenciada, enaltecendo celebridades em troca de manutenção de concessões.

Aqui, o grande capital tem, e sempre terá, grande poder sobre a programação das TV’s, mas, ninguém pode negar, e isso é o que se dá de pior, que os coronéis ainda mandam, e desmandam, no conteúdo do maior formador de opinião: a televisão.

Então, como entender que os costumes regionais, os trabalhos independentes, a cultura local podem dar um sentido na formulação do que vai ao ar no Brasil? De certo a TV pode e faz uso da cultura popular, dando um enfoque bem ao seu estilo próprio, desconfigurando até certo ponto o tradicional, impondo um afastamento do real original para uma adaptação às necessidades de venda do mercado, mas morre por ai.


Os grandes programas formadores de opinião, como os telejornais, estarão sempre tentando moldar o imaginário das grandes massas. E se uma notícia vinculada num desses jornais, que por alguma eventualidade serve aos interesses políticos de um determinado grupo, não vingar, usa-se, exaustivamente, o recurso da repetição para transformar aquela verdade de uns em verdade de todos, como se tem visto, particularmente, de meados de 2005 até os dias de hoje.

Os costumes também são alvos dessa tentativa de modelagem. Um programa, como o Malhação, da TV Globo, por exemplo, ataca o comportamento dos jovens e dita o modo de ser de adolescentes e crianças e é justamente a partir dessa modelagem de costumes e comportamentos que vem a minha crítica aos que dizem que os mediadores influenciam diretamente nos meios. Como pode haver essa influência, se ela já aparece da forma como os meios impuseram, haveria ai, no máximo, uma troca de favores. E o beneficiado não é quem parece ser.

16 de mar. de 2010

NOVELA ou Déjà vu?

Entrei num curso de comunicação meio perdido, confesso. Vieram dezenas de disciplinas, na maioria das vezes, teóricas, e eu, cada vez mais perdido.


Como sempre gostei de escrever, certo semestre tive que matricular em Roteiro I, e, a partir daí, tomei gosto pelo curso. desde então, não paro de escrever, de idealizar dramas, documentários. Minha paixão é o docu-drama, que se constitui numa mescla dos dois gêneros citados.


Agora, o que isso tem a ver com o que eu quero falar nesse post? NOVELAS.


Toda novela, também conhecida como drama, dramaturgia, ou telenovela (por aparecer nas telinhas) tem o mesmo esqueleto de um documentário ou de um filme de longa ou de curta metragem. Em síntese, ela é seguida ou orientada por um ROTEIRO.


Vá lá que nenhum filme meu ainda é conhecido, mas, de tanto escrever, acredito ter discernimento o suficiente para fazer uma análise aprofundada, se é que isso é possível.


Então, sendo mais direto, vocês já observaram a qualidade das novelas? São ótimas, não é? Mas, quanto ao conteúdo?


Nesses dias me peguei pensando em como o conteúdo das telenovelas estão tão parecidos uns com os outros. Na verdade, o que diferencia mesmo são os nomes das personagens, alguns atores e, de vez em quando, o cenário, ou a cidade cenográfica, como costumam chamar os sets de gravação. O enredo é praticamente o mesmo.


Talvez os telespectadores (palavra difícil de se pronunciar) não tenha se dado conta do casal apaixonado que, sem mais nem pra quê, descobrem que são irmãos. Já viu alguma explosão? Algum personagem que desaparece e é dado como morto? Sem contar que toda a trama é feita em cima de um mocinho ou uma mocinha, pobre, apaixonada pelo sexo oposto, rico. Daí, para conflitar, vem uma terceira pessoa que fará de tudo para que os dois não fiquem juntos, ou por ganância, ou por questões familiares, e o casal apaixonado (mais um) se desfaz.


Vocês também não devem ter notado a presença dos estereotipados homossexuais e nordestinos (paraíbas), do falso exame de gravidez, dos vilãos que aprontam em toda a estória e são presos no aeroporto, da mala de dinheiro, do esoterismo ou poderes paranormais, do rico que se passa por pobre, e de tantos outros pontos que se repetem sucessivamente, seja nas chamadas “novelas das seis”, na “das sete”, ou na “das oito”.


Comecei a rabiscar alguns desses ingredientes necessários à cada peça dramatúrgica dessas e, quando achava que já tinha finalizado o repertório, me deparo com uma cena de acidente automobilístico. Todos preocupados em achar o corpo da tal vitima fatal, ai ela aparece, em algum lugar distante de tudo, sem memória.


Talvez o título do gênero NOVELA devesse ser alterado, pelo menos momentaneamente, para Déjà vu.

11 de mar. de 2010

Promotor galã volta as telinhas brasileiras

O Promotor de justiça José Carlos Blat volta às telinhas brasileiras, porém, como em toda novela nacional, sem nenhum enredo novo, apenas o mesmo discurso de sempre: Denúncias de desvio de dinheiro para campanha eleitoral do PT.

O boa pinta já foi acusado de ser pau-mandado do PSDB, foi afastado do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo, processou a VEJA por calunia por causa de uma matéria intitulada "Intocável sob suspeita" e hoje é fonte fidedigna da revista e da Rede Globo.

Talvez, alguns de meus amigos venham a dizer que, escrevendo isto, só estou fazendo defesa de Governo "A" ou "B", mas, certamente eu responderia com uma pergunta: Porque diabos o tal promotor, que tem consigo a certeza (e provas?) de irregularidades com a BANCOOP e que esta estaria servindo um suposto "Caixa 2" do Partido dos Trabalhadores, desviando cerca de R$ 100 milhões para as candidaturas de Lula, só apresentará denúncia daqui a três meses? Será que é por que fica mais próximo das eleições?

Fiquemos atento ao que diz a VEJA e ao que mostra a GLOBO. Não é de hoje que essa novela reprisa.

9 de mar. de 2010

Zona Azul

As vezes me vejo impressionado com a forma como o Legislativo atua para abonar as falhas do executivo em certos casos.

Hoje mesmo, por exemplo, houve uma sessão onde a vereadora Eliza Virgínia, do PPS, propunha uma discussão em torno da criação de uma lei que normatizasse uma prática (ilegal), costumeira, segundo ela, nas vagas da conhecida Zona Azul, na cidade.

Para justificar a necessidade do seu PL, a vereadora citou casos em que motoristas deixaram pagos dois bilhetes azuis, para os casos em que tivessem que exceder as duas horas a que um único bilhete lhe dava direito.

Como contra-ponto, os vereadores Tavinho Santos, PTB, e Sandra Marrocos, PSB, falaram do motivo pelo qual a Zona Azul foi instituída em João Pessoa: a rotatividade das vagas públicas e, com isso, a democratização dessas vagas que antes eram “privatizadas” por lojistas e comerciantes em geral. Para os dois vereadores, uma lei que permita que um usuário pague pelo tempo que lhe convier, derruba o sentido de ser da Zona Azul pessoense.


Rebatendo essas falas, a vereadora Eliza voltou a argumentar em favor da normatização dessa prática, apresentando provas de que ela já existe, que já se transformou em costume e que não é praticamente inviável, para a Superintendência de Transporte e Transito (STTrans) de João Pessoa, a fiscalização de cada um dos veículos estacionados na área de cobertura da Zona Azul.

Zona Azul

Foi criado em 1997 para garantir a rotatividade nas vagas do centro da capital paraibana, uma vez que estas vagas estavam sendo “privatizadas” pelos comerciantes, que colocavam correntes e todo tipo de equipamentos para garantir essas vagas aos seus clientes e/ou funcionários. Além disso, os espaços onde ainda era possível estacionar, geralmente eram ocupados por veículos que, na maioria das vezes, passavam o dia inteiro parados, impedindo que outros carros pudessem usá-los.

Os usuários dessa área reservada podem utilizar gratuitamente, a vaga, por dez minutos, desde que acionem o pisca-alerta. Após este tempo, um funcionário da empresa que administra a Zona Azul troca o bilhete para o normal, que passa a valer por até duas horas e custa R$ 1,30. Passada essas duas horas, os fiscais da Zona Azul devem acionar a STTrans-JP que, por sua vez, deve multar o veículo, como forma de garantir que o prazo seja cumprido.

O fato

O tal costume do qual a vereadora do PPS fala, para justificar as mudanças no período de permanência, devem, ou pelo menos deveriam, ser fiscalizada pela STTrans, órgão ligado ao Poder Executivo municipal.

Como essa fiscalização é insuficiente (ou inexistente), vários motoristas passaram a adquirir dois bilhetes, ou voltar para pagar as próximas duas horas de estacionamento.

Dessa forma, três discussões deveriam tomar corpo em torno da proposta de criação dessa lei: a primeira é cobrar da administradora da Zona Azul que faça prevalecer a rotatividade, coibindo a vendam dois bilhetes por único automóvel e orientando seus funcionários que eles mesmos fiscalizem os tempos de permanência de cada veículo, já que ele (o funcionário) tem uma área delimitada de atuação; como alternativa, a discussão pode ser feita em torno de uma lei, e pode até ser a mesma proposta por Eliza Virgínia, para que se construa uma outra indicação para a forma de aplicação desse período de permanência, para que não se volte a privatizar as vagas de Zona Azul; e, por fim, se faz necessário verificar se a função do Executivo de fiscalizar a aplicação das determinações para essa área de estacionamento coletivo e rotativo, está sendo exercida.

No mais, vale lembrar que, em se tratando de Zona Azul, não seria recomendado utilizar os termos “democrático” e “espaço público”, uma vez que nem todos têm acesso ao estacionamento (não democrático) e os que conseguem sua vaga, pagam por ela (espaço privado), além do fato de, é claro, ela ser controlada por uma empresa (privada).

2 de mar. de 2010

Promessa devida

Havia prometido, quando da alteração do nome desse blog de CinemaTVR para Cidadão Silva, que iria priorizar os textos curtos, uma vez que sei que dificilmente se lê aqueles mais longos. Eu sou um dos “dito cujos”.

Mas, é que passei tanto tempo sem postar com certa freqüência que o dedo coçou, bateu inspiração, ai eu sai escrevendo, escrevendo. Sem contar que os temas abordados também dão muito pano pra manga, ai já viu.


Pois bem. Não posso prometer que vou cumprir minha promessa, mas ficarei mais alerta aos textos com mais de quinze parágrafos. Ops!! Disse quinze? Brincadeira.

Então, vamos lá, mãos à obra que tem muita coisa para se comentar, inclusive os meus textos. Noto que muitos acessos são realizados por dia, em média cem, mas poucos são os comentários. Vai lá. Deixa pelo menos um “ficou massa!”, ou um “não gostei disso!”. É bom, alimenta o ego e eu fico sabendo quem passou por aqui!!! :D

Além disso, dá uma olhada aqui, do lado direito, tem um mural pra você deixar o seu recado, tem mais textos, artigos inteiros, e vários filmes indicados por mim e por outras pessoas.

No mais, é só isso.

Até a próxima postagem e, não esqueçam, COMENTEM!