20 de set. de 2010

Novas Tecnologias: das actas diurnas aos blogs

Segue mais um texto da época da universidade


Os meios de comunicação têm, a partir das novas tecnologias, a função de tornar o ‘inexável’ em um só, diminuir distâncias, reduzir custos, facilitar vidas, difundir idéias e ideais, derrubar barreiras, agregar povos, desmistificar ou obscurecer determinados pontos de vista.


A comunicação ensaia uma remodelagem. Não há mais o papel do emissor, canal e receptor. O emissor se torna necessariamente um receptor, assim como o receptor, sem se dá conta, se coloca no papel de emissor.


Tudo interfere na comunicação e, da mesma forma, a comunicação passa, com o advento dos novos tipos de mídia, do avançado das tecnologias, a ter papel preponderante no meio de vida de todos e de tudo: passa desde o formar opinião até a mudar comportamentos.


Platão traz a tona em “O mito da caverna” o questionamento de que o vime vive alienado por não estar em contato com a realidade e, sim, com as projeções de suas sombras. Assim como o cinema e a televisão, o que vemos é uma realidade mascarada ou deturpada, que mostra apenas o que se quer mostrar. O mundo real passa a ser desconhecido ou até mesmo rejeitado por ser mais fácil enxergar apenas as suas “sombras” ou imagens capturadas, como é o nosso caso.


Entende-se isso como alienação por não mostrar a real verdade e também por exibir excesso de faltas e fantasiosas informações.


Júlio Cesar pode ser visto como um “comunicólogo revolucionário”. Faço esta afirmação tendo em vista a sua iniciativa de relatar suas vitorias de forma peculiar, diferente de tudo que era feito na época. Ele, fugindo às regras, escrevia sobre o presente, à medida que os fatos ocorriam. Seus relatos tinham um teor documental e estilo próprio. Júlio Cesar foi o precursor da primeira pessoa enfática, uso da primeira pessoal do plural, mesmo que essa esteja se referindo a apenas uma pessoa.


Outro fato de grande importância foi a introdução da acta diurna, documento onde eram registrados o teor de todos os debates ocorridos no Senado romano. Elas eram registradas em papiro e colocadas nos muros do Senado, tornando-se pública, um meio de comunicação entre o Senado e os cidadãos. Depois ela passou a ser copiada e redistribuída para todo o Império.


Podemos encarar as actas como uma ancestral da notícia jornalística, pois ela continha todas as características desta (relato de acontecimento, fidelidade ao fato, periodicidade).


Trazendo para um estilo ainda mais recente, podemos dizer que ela se assemelha aos blogs. É fácil perceber a relação entre esses dois tipos de comunicação, só precisamos nos ater às suas características.


Como as características das actas já foram citadas acima, agora iremos definir as dos blogs. Os blogs são sites pessoais, em grande parte usados como diários. Neles os autores relatam o seu cotidiano, havendo uma periodicidade. Por estar exposto na rede mundial de computadores (internet) ele fica a disposição do público, todos tem acesso, e ficam sabendo tudo o que acontece na vida do dono do blog, mesmo que não o conheça. É uma espécie de reality show concedido. Porém, alguns são usados como um meio orientador e formador de opinião, e é esse tipo de blog que vem tomando conta da internet, tornando-se cada vez mais comuns, inclusive com autores já conhecidos do público, que utilizam essa “mídia” como um meio mais direto de comunicação com seus leitores/fãs.


É importante ressaltar que assim como as actas de Júlio Cesar, esse tipo de informação fica restrita a uma dada camada da população, pois nem todos tem, ainda, acesso a internet, assim como nem todos sabiam ler na época das actas.


Depois de definidas as características de ambos, não fica difícil perceber a relação, ela é clara. Cruzando-as, temos: a periodicidade, a exposição pública, o registro do cotidiano (no caso da acta, está o registro do cotidiano do Senado, o que nele era discutido), o público “restrito”, podem ser formadoras de opinião e pontos de orientação, e por fim, a atualidade, pois tratam de fatos do presente.


Os enciclopedistas reuniram a partir de vários autores, todo o conhecimento da Europa (mundo) numa única obra, detenção do conhecimento para a sua difusão à posteriori.


O iluminismo ajuda de certa forma, na disseminação dos escritos a partir da concepção de que deveria-se haver investimento na educação, principalmente de crianças, pois pensava-se que o desenvolvimento só era possível a partir da educação, enquanto que o desenvolvimento das tecnologias (novas descobertas) reduz custos.


Com a facilidade no acesso por parte do público e o aumento deste, começa-se a surgir literaturas dirigidas a determinados grupos (público alvo).


As novas tecnologias partem do mesmo princípio. A facilidade ao acesso e o número crescente do público, facilita a disseminação dos meios de comunicação e do produto.


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10 de set. de 2010

A contradição imposta pelo corolenismo de um partido

O processo eleitoral continua caminhando. Sem muitos atrativos, mas continua. E, baixada a poeira da raiva e do “não-entendo!” pela coligação estúpida do PSB com o DEMO e os tucanos, agora os ricardistas e funcionários da prefeitura de João Pessoa começam a pedir voto para o ex-patrão.

A justificativa mais plausível que se ouviu até o momento talvez tenha sido a de que o “Mago” vai trabalhar pela Paraíba da mesma forma que trabalhou pela capital. Mas isso por sí só não abona a responsabilidade do ex-prefeito neste pleito. Vejamos:

Ninguém é menino o suficiente, tanto quanto RC acredita, para não saber que não se governa sozinho. As alianças no pré-eleição é que vão determinar os primeiros anos do mandato, muito embora no breve histórico do candidato laranja se veja apontações de malabarismo, encostando os aliados numa sala reservada à espera e trazendo para os cargos mais privilegiados os até então inimigos políticos.

Agora, onde está a contradição? Recentemente, a juventude do PSB, partido de Ricardo Coutinho, exorcisou os DEMOcratas do Diretório Central dos Estudantes da UFPB. Eles, e a composição da atual gestão, obviamente não formada apenas pela JSB (Juventude do PSB), denunciam desvio de verbas das carteiras de estudante, num montante que chegaria aos R$ 170 mil. Esses antigos gestores, que se autodefiniram como Democratas, hoje são aliados do presidente do PSB, candidato ao governo do Estado. Então, pensemos: numa possível eleição do PSB, o DEM, assim como o PSDB e os outros partidos aliados, irão pleitear cargos de secretaria no Governo Estadual (evidente). E imaginemos mais hipoteticamente que o ex-presidente do DCE cobre a Secretaria de Juventude! Contradição? Talvez! Mas, vamos mais longe. RC grita aos quatro cantos que seu governo estará sintonizado com o governo Dilma e com o presidente Lula. E todos sabemos o quanto o nome de Ricardo pesa para eleger os seus aliados do PSDB e do DEM na câmara dos deputados e, com menos peso, mas com o mesmo empenho, no senado. Não são estes os dois maiores entraves do governo Lula? Que aliado Dilma e Lula têm por estas bandas? Aliado da onça. Será?

O que foi imposto ao PSB da Paraíba, aos “militantes” do partido do principal personagem político da capital, e a uma massa de girassóis reluzentes que deram vida à gestão da estrela Ricardo não foi apenas a humilhação de ter que gritar nomes de adversários recentes, camuflados de aliados históricos, nos comícios, carreatas e ações de campanha. Foi a certeza de que nada mais será como antes. Nem a gestão, nem o carisma, nem a confiança.

Com colaboração de David Soares (blog Democratico e Popular)
Foto retirada do portal
Patos em Notícia

2 de set. de 2010

Miro: Barrar o golpismo de Serra e da mídia

Por Altamiro Borges
Retirado do Blog do Miro

Nesta quarta-feira, dia 1º, a coligação de José Serra (PSDB, DEM, PPS) ingressou com pedido de cassação do registro da candidatura de Dilma Rousseff no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O motivo alegado é o da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao grão- tucano. Desesperado com a queda vertiginosa nas pesquisas, a direita quer implodir a eleição presidencial. Rechaçado pela sociedade, Serra tenta evitar sua derrota no tapetão, envolvendo o TSE numa trama golpista.

Nesta tramóia antidemocrática, o comando serrista conta com o respaldo da mídia tradicional. A ação encaminhada à Justiça está baseada nos factóides difundidos pela revista Veja e pelo jornal Folha de S.Paulo. Ela acusa a candidata pela “prática ilegal de quebra de sigilo fiscal” e “abuso de poder”, mas não apresenta qualquer prova concreta para sua acusação leviana. Mesmo assim, colunistas da mídia, como Merval Pereira, Carlos Nascimento e outros, amplificam as calúnias.

A quem interessa a quebra de sigilos?

A ação golpista já foi rechaçada, como veemência, por Dilma Rousseff. Ela garantiu que nem ela nem seu comando de campanha estão metidos na quebra de sigilos. Também solicitou apuração rigorosa do nebuloso episódio, com a punição dos culpados. Incisiva, Dilma condenou a postura irresponsável do comando serrista. Conforme argumentou, quem tem interesse em tumultuar a eleição, com quebra de sigilos e dossiês, é a oposição demotucana, que definha nas pesquisas.

Inúmeros fatos confirmam esta leitura. O sigilo da filha de José Serra, por exemplo, foi quebrado em setembro de 2009. A própria Receita Federal apurou o crime num inquérito administrativo, numa prova de total transparência. Os factóides da mídia agora têm, portanto, evidente interesse eleitoreiro. O deputado Brizola Neto chega a levantar a suspeita que essa operação criminosa é “armação” dos tucanos. “Sabemos que eles são capazes disso e, depois do que já vimos na campanha de Serra, não se pode ter dúvidas de que possam apelar para este tipo de ação”.

Os objetivos da nova conspiração

O golpismo da aliança Serra/Mídia tem, basicamente, dois objetivos. O primeiro é aterrorizar os eleitores, principalmente da classe média, empurrando a eleição para o segundo turno. Até agora, porém, a manobra não surtiu efeito. O tracking da IG-Band-Vox, que acompanha diariamente a reação dos eleitores aos chamados “fatos novos”, mostrou ontem que Dilma ampliou a vantagem (51% a 25%), sinalizando que o estardalhaço da mídia demotucana sobre a quebra do sigilo não pegou.

O segundo objetivo, tramado pelos setores mais fascistóides da coligação de Serra, é implodir a eleição. Já que não dá para ganhar nas urnas, tentam envolver o STF na trama golpista, cassando a candidatura de Dilma Rousseff. É improvável que o tribunal cometa esta loucura, que colocaria o país em polvorosa. Mesmo assim, é bom ficar em estado de alerta. Nada como uma intensa mobilização, nas ruas e na luta de idéias, para barrar qualquer maluquice golpista.

Ensinamentos do nefasto episódio

Para finalizar, vale refletir sobre os ensinamentos deste episódio. Em primeiro lugar, fica patente que a direita não suporta a democracia. Ela só serve quando é funcional para seus interesses – foi assim no golpe de 1964, é assim hoje. Nesse sentido, a tentativa de cassar a candidatura de Dilma Rousseff desmascara os tucanos, que ainda enganam muita gente com a sua falsa retórica sobre a democracia. Os tucanos representam a nova direita brasileira; são os neo-udenistas.

Além disso, o caso escancara o verdadeiro papel da mídia hegemônica. Ela sempre foi golpista e sempre será. No caso das emissoras de TV e rádio, elas usam um bem público, uma concessão, para atentar abertamente contra a democracia. Seus colunistas abusam da propriedade cruzada, destilando veneno em programas de rádio, televisão, em jornais, revistas e internet. Seria muito útil que a eleição de 2010 servisse para mostrar a urgência do novo marco regulatório no setor, que enfrente a concentração e estimule a diversidade e a pluralidade informativas.

30 de ago. de 2010

Política! E a juventude?

Não era raro, há alguns anos, os partidos de esquerda, ou de centro-esquerda, para tornar mais amplo, que os jovens, quase que ainda adolescentes, entrassem na política. O canal de acesso era o Movimento Estudantil. Na verdade, na verdade, quando duas pessoas se juntam para discutir algo, qualquer coisa que seja, isso já é fazer política. Mas o ME era uma introdução na vida política no sentido mais conhecido.


Era simples! Primeiro o estudante identificava que algo não estava bem, nem na escola, nem nas ruas. Se organizava em grupos, fundavam (ou disputavam) grêmios estudantis, diretórios de estudantes e centros acadêmicos. Destes, alguns se destacavam no seu trato com as pessoas, nas suas formas de colocar as coisas e se colocar diante das coisas e daí davam um salto para o partidarismo e, consequentemente, para mandatos eletivos.


PCR, PCO e PSTU são os partidos que vêem na juventude, uma promessa de continuidade de ideologias. Outros partidos maiores, como o PCdoB e o PT, sempre disputaram grandes espaços entre os jovens, sobretudo nas universidades, mas não apostaram no futuro da garotada.


Como, já disse antes neste blog, não há espaço vazio em política, e eleitores com idade entre 16 e 35 anos cresce a cada litígio, virou febre na “direitona” exibir cada vez mais a juventude dos seus partidos. Como bem lembrou meu amigo Flávio, em seu blog, essa juventude, diferente daquela revolucionária, que não devia nada a ninguém, é composta basicamente por filhos de políticos, na busca de manter a hegemonia familiar entre os cargos públicos rotativos (os de quatro anos).


Considerar que é inescrupuloso da parte dos xerifes, e ex-coronéis, tentar manter sua progênie nos governos é desconsiderar que a grande parcela da culpa desse aparecimento precoce da juventude de direita é quase que exclusiva dos partidos da saudosa esquerda militante.

28 de jul. de 2010

Onde estão?

Desde que estudei um pouco de psicologia, percebi que sou um observador de pessoas. A começar por observar a mim mesmo.

Observo pessoas, grupos e suas atitudes e, recentemente, nas minhas andadas pelo interior da Paraíba, observei o comportamento de eleitores, de cabos eleitorais e, por que não dizer, de fanáticos? Constatei um fato curioso! Ricardo Coutinho, ele de novo, promoveu algo de estranho entre os eleitores, neste ano.

Apesar de ainda haver dezenas de pessoas que torcem pelo sucesso do “Mago”, os ricardistas de carreira, não aqueles que detiveram, ou detém ainda, cargos privilegiados na prefeitura da capital, mas aqueles que votaram em RC desde os primórdios e hoje amargam seus PS's, agarrando-os com unhas e dentes, tendo INSS recolhidos e não pagos..., ainda não é possível ver uma campanha do tamanho da expressividade de uma das maiores lideranças políticas que João Pessoa já produziu.

Ainda sobre minhas observações, devo dizer que as faço e tão logo observo, processo uma conclusão sobre tal comportamento. E voltando às eleições para governo do Estado, eis que me recaio, agora, na seguinte dúvida: estariam os ricardistas com vergonha de exibir em seus carros os adesivos contendo RC e RG, um ao lado do outro, de deixar pintar seus muros com os respectivos nomes dos candidatos a titular e vice para o executivo estadual? Ou simplesmente a campanha ainda não deslanchou?

15 de jul. de 2010

CONVERSA DE CRIANÇAS (sensura 18 anos)

NÍVEL I - Programa educativo


Irmão do meio:

- ...ele vai comer ela!

Irmã mais velha (grita):

- Para com isso!

Irmãozinho:

- Que ele vai comer, que nada! Por que ele não é nenhum animal pra comer ela. Eles vão tranzar!


Irmã mais velha (horrorizada):

- Onde você aprendeu isso, menino?

Irmãozinho:

- Tá! No Big Brother, né?

NÍVEL II - Educação de casa

Criança de 3 anos (num ônibus de linha):

- Vai tomar no cu!

Mãe (rindo):

- O que você disse, meu filho (rsrs)?

Criança de 3 anos:

- Vai tomar no cu, sua rapariga!

Pai (também rindo):

- Toma, mulher! Esse garoto ‘tá ficando esperto! (rsrs)

Mãe:

- ‘Tá esperto nada, 'tá ficando é mal criado! (risos)

COMENTÁRIO:

Isso não é ficção, não é invenção, é verídico. Presenciado por várias pessoas. Fora outros casos.

Comentem sobre o tema! E sobre o futuro que está próximo!

2 de jul. de 2010

O ataque das empresas de comunicação não vai se restringir apenas a TV Digital

Depois de tensionar o Ministério das Comunicações em exterminar as pesquisas por um padrão totalmente brasileiro para a TV Digital, defenestrando anos de estudo e desenvolvimento de entidades nacionais, como as universidades federais, agora, a ABERT, Associação Brasileira de Rádio e Televisão, demonstra simpatia pelo sistema norte-americano de Rádio Digital.

Em 2005, o Brasil havia testado diversas tecnologias para TV Digital. Fez um apanhado dos recursos do padrão ATSC, dos Estados Unidos, que garante qualidade HDTV (alta definição), do sistema europeu DVB, que permite transmissão simultânea de, em média, quatro programas por canal, e do japonês ISDB, excelente para a recepção móvel.


Assim como algumas vantagens, se limitar a apenas uma dessas tecnologias levaria à diversas desvantagens. Pensando nisso, os testes brasileiros pretendiam criar uma TV que permitisse portabilidade, diversidade de programação em um mesmo canal e alta definição de som e imagem. Na época, dezenas de empecilhos foram colocados por emissoras de televisão e a representante delas, a ABERT, como o que previa que um sistema totalmente brasileiro tendia ao aumento de custos e, quem sabe, a inviabilidade para o consumidor final, uma vez que os equipamentos só poderiam ser utilizados no Brasil, caso não fosse adotado por outro país. Contrariando o que denunciavam, indicaram o ISDB japonês, com domínio de tecnologia total de uma única empresa e utilizado apenas no Japão. Questionou-se na época se essa manobra da ABERT não favoreceria a gigante Rede Globo, uma vez que seus equipamentos são totalmente adquiridos por essa empresa japonesa.


Agora, com a Rádio Digital, duas tecnologias, basicamente, estão em fase de testes no Brasil. Uma de propriedade da empresa norte-americana iBiquity, chamada de IBOC, ou HD Rádio, e DRM (Digital Radio Mondiale), desenvolvido por um consórsio de emissoras públicas da Europa, mas com patentes de empresas privadas, como a SONY. A primeira, é a preferida pela ABERT, e vem sendo imposta "guela-a-dentro" à sociedade. A segunda chegou a ser testada pela extinta Radiobrás, mas foi deixada de lado.


Arthur William e Bráulio Ribeiro, integrantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, listaram dez motivos pelos quais o Governo Federal não deve apressar a decisão por padrão A ou B de Rádio Digital, informando, nessa lista, que além dessas duas tecnologias, há outras em desenvolvimento em diversos países e que sequer foram testadas no Brasil. Eles citam que os dois padrões em analise por aqui são modelos prontos, sem a possibilidade de serem alterados para melhoramento de suas funcionalidades.


Alheio a tudo isso, e no frigir dos ovos para favorecimento de uma ou outra emissora, ou do conjunto de grandes empresas, as rádios comunitárias estão ficando de fora dos testes e, a contar pelo interesse dos empresários do setor, esse pode ser o dedinho que faltava para apertar o botão DELETE das comunitárias no país.


Acesse os motivos em Agênica de Notícias UFPB


Outros links:


Artigo:
TV Analógica X TV Digital: e uma breve comparação

19 de jun. de 2010

Aruanda

Talvez muitos não tenham percebido, mas neste blog, do lado direito, há, além de um espaço para comentar sobre o site, artigos, perfil, outros blogs indicados e o Portal Cinemateca PortaCurtas, onde estão links de filmes e documentários de curta duração disponíveis no Portal PortaCurtas Petrobrás.


Como não poderia deixar passar, um dos filmes indicados é o percursor do chamado Cinema Novo, Aruanda, de Linduarte Noronha e Rucker Vieira.


O filme pode ser assistido em vários endereços na internet, mas neste blog, clicando no link Aruanda, você será levado para o PortaCurtas e terá acesso ao vídeo na íntegra.


Antes, clique em play e assista a uma entrevista com Linduarte Noronha, no Programa É Tudo Verdade, do Canal Brasil.


Vídeo retirado de: http://www.youtube.com/watch?v=EvAxq10TB50

Clique aqui para assistir Aruanda, ou aqui para ver a ficha completa do filme.


Divirta-se e comente!

9 de jun. de 2010

E assim caminha o povo, vestido de mídia

E assim caminha o povo. Vestido de mídia. Seja ela qual for.

Esse vídeo resume meu pensamento e um texto que havia começado a escrever sobre música. Achei o vídeo mais instrutivo e menos cansativo, apesar de achar que os responsáveis conseguiram ser mais radicais do que o que eu seria, mas, é interessante.


Créditos do vídeo no final


Comentem, comentem!

1 de jun. de 2010

003 - Jaguaribe!

Estava saindo de minha casa para ir ao Caixa Econômica do antigo CEFET, em Jaguaribe, e uma dúvida me seguia: devo ir direto, num ônibus circular ou vou até o terminal de integração e pego o 003 – Jaguaribe?


Como sempre, fiz uma pequena reflexão antes de tomar a decisão. De certo não tinha muito tempo, mas, consegui lembrar de uma tal reunião, em 2005, quando ainda era presidente do Grêmio do CEFET, hoje denominado IFPB. Essa reunião aconteceu na STTrans, há anos solicitada para discutir melhorias na linha que cobre a região do centro de ensino Federal e uma possível intervenção junto à AETC-JP para a criação de um posto de venda de bilhetes (vales e tickets) dentro do prédio da escola. Estavam presentes uma diretora da escola, o presidente do DCEFET da época, o superintendente, Deusdete Queiroga, e eu.


Na ocasião, indaguei sobre a diferença de tratamento da empresa MARCOS DA SILVA em relação à disposição de ônibus novos e em grande quantidade para o Cabo Branco, bairro nobre da orla da Capital, e a escassez de veículos em Jaguaribe, bairro antigo, grande, e não da alta classe, no máximo “médio-à-baixo”, e ainda recheado de pessoas idosas (não pagam passagem) e estudantes (pagam meia-passagem). Para completar a pergunta, relatamos que os quatro ônibus que circulavam por lá mais pareciam latas de lixo, empestadas de baratas e quebrando a cada viagem. Na verdade havia apenas dois ônibus e meio, por que dos quatro um não rodava mais e outro era o que quebrava várias vezes. Como resposta, ouvimos que a linha que cobre o bairro nobre é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade para que, numa possível falha de algum desses veículos, a reposição seja feita em tempo hábil de forma a não prejudicar os passageiros. Quanto à idade dos ônibus da linha 003 o Superintendente informou que a STTtrans trabalhava com uma política de substituição dos carros de todas as empresas e que em alguns anos toda a frota da cidade teria idade média de 3,5 anos, incluindo Jaguaribe.


Após o raciocínio decidi que pegaria o 003 e fui até o terminal de integração. Não estava atrasado, mas queria chegar cedo à Caixa. Assim que desci de um ônibus, o Jaguaribe apareceu. Pura sorte ou o problema de Jaguaribe havia sido resolvido?


Entrei no ônibus, nada confortável, antigo, ano 2000 (dez anos), ainda sujo, cheio de inseto e, ao entrar numa avenida, já próximo ao Centro Administrativo do Estado, adivinhem! Quebrou! Mais um tempo esperando a tal reposição, já que pela lógica apresentada pelo Superintendente a linha é pequena e não deve demorar muito..., 10 minutos depois e lá vem! Outro antigão, mais velho que o que quebrou. Entrei, já estava cheio, não havia mais onde sentar e, o que aconteceu mais adiante? Enhim? Não sabe? Ele não quebrou e eu finalmente cheguei ao meu destino.


Agora, só mais uma coisa que ficou na minha mente até hoje! Se a linha 507 - Cabo Branco é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade, por que a linha 520 - Altiplano, que é maior, também da mesma empresa, é tão velho e tão raro de se ver quanto um cometa? Alias, 003 e 520 podiam ser chamadas de Halley.


Leia também:

Jaguaribe é eleito a pior linha de ônibus

PB Agora, 04 de fevereiro de 2010