14 de jun. de 2009

Educação e Coletivo ComJunto mostra audiovisual paraibano

Evento na UFPB exibe, no perído de 16 de 18 de junho, acervo de
filmes produzidos entre o litoral e o sertão

Razão ou Emoção? Lucidez ou Loucura?. Estas questões são tema da II Mostra Interestadual do Audiovisual Paraibano, marcada para o período de 16 a 18 de junho, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus de João Pessoa. A mostra se propõe apresentar o acervo das produções cinematográficas da Paraíba, do litoral ao alto sertão.

Trata-se de uma ação do Projeto Cinestésico, do Centro de Educação (CE) da UFPB, coordenado pelas professoras Virgínia Oliveira e Marília Campos, com apoio do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Departamento de Comunicação e Turismo (Decomtur), Cineclube Jomard Muniz de Brito e o Coletivo de estudantes de comunicação (ComJunto).

As atividades da mostra acontecem no auditório 411 do CCHLA, na sala Aruanda do Decomtur e auditório Azul do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

Na programação, destacam-se a exibição de filmes e vídeos de produtores e realizadores paraibanos e mesas-redondas, objetivando dialogar sobre as dificuldades e as gratificações de se fazer cinema em terras paraibanas.

Além das mostras propriamente ditas, realizadas por meio das exibições diárias dos filmes nos turnos da manhã e da noite, o evento também inclui palestra e minicursos na área de audiovisual e cinema com professores da UFPB que realizam estudos e pesquisas nesse campo.

Mais informações pelo correio eletrônico: projetocinestésico@gmail.com

Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Clovis Bezerra (texto retirado na íntegra)

4 de jun. de 2009

Release

O Brasil por muito foi dominado por filmes norte-americanos.

De onde eu tirei isso? Basta simplesmente olhar para nós mesmos para constatar: nosso costume, nossas idéias, a vontade incessante de sermos "herói", o jeans que usamos, o inglês que adaptamos ao nosso dia-dia, tudo isso e muitas outras coisas são frutos da ideologia que os gringos passaram o tempo todo nos seus filmes.

O modo de fazer cinema nos Estados Unidos sugere que eles sejam os melhores nisso. E conseguem! "And the Oscar goes to... another AMERICAN PRODUCER".

Além dos costumes herdados a partir dos filmes de bang-bang, durante muitíssimo tempo o Rádio circulou os bares e lares brasileiros, sendo copiado na íntegra para a televisão, quando do seu surgimento no nosso país: As rádio-novelas transformaram-se em telenovelas, no início meio desastroso, mas se adaptou muito rapidamente.

Não necessariamente faço, com este texto, uma crítica ao cinema dos Estados Unidos ou ao rádio e à televisão do Brasil. Iniciei com esse pensamento apenas para frisar o convite que irei fazer posteriormente. Aliás, posteriormente não, agora.

Uma das moléculas do ar que respiramos chama-se COMUNICAÇÃO. É ela quem nos informa, nos transforma e nos entretêm a todo instante. Sem comunicar o homem não vive, assim como não vive sem água e sem comida, por que, já nos escritos bíblicos a comunicação não falhou em nos advertir que nem só de pão vive o homem.

Mande-me algum texto que queira publicar. Leia os artigos que estão postados ai, do lado direito. Veja os filmes, acesse os links indicados. COMUNIQUE-SE!

12 de mai. de 2009

Cine Tela Brasil

Sabe que, acordando quase que de madrugada, em pleno sábado, me preparando para trabalhar no apóio ao CinePort, liguei a TV, na Globo, vi o Serginho Groisman no seu programa Ação, apresentando uma galera que fazia cinema.

Pelo tema, quando ouvi, já despeitei. Aumentei o volume do som da TV e, enquanto tomava café, percebi que, além do Festival do Cinema de Língua Portuguesa que acontecia aqui, do Festival de Cinema de Pernambuco, e de tantos outros eventos que por ventura ocorriam naquela semana, milhares de organizações, grupos, pessoas, escolas, alunos, também trabalhavam o cinema a todo instante.

Dai me dei conta do mundo no qual estava inserido naquele momento. Afinal, tudo é cinema, inclusive a palavra que mais se repetiu neste texto minúsculo.

A galera a que me referia era a do Cine Tela Brasil. Segundo o histórico do grupo, disponível na página da internet do Cine Tela (www.cinetelabrasil.com.br), começou com um projetor de 16mm e uma tela montável. Laís Bondansky e Luiz Bolognesi (Chega de Saudade, Bicho de Sete Cabeças...) organizavam sessões de cinema nas praças e escolas públicas de São Paulo. Depois viajavam pelo Brasil, projetando esses filmes de curta-metragem para os que dificilmente teriam chances de ir ao cinema. Com os registros, realizam o doc Cine Mambembe - O Cinema Descobre o Brasil.

Em 2004, com a ajuda das leis de incentivo a cultura, o projeto deixa de ser Mambembe e passa a se chamar Tele Cine e adquire uma sala intinerante com mais de duzentas cadeiras, ar condicionado, som surround e um projetor de 35mm. Hoje já são duas as salas. Por onde passa, a caravana do Cine Tela organiza oficinas de cinema. Durante o curso, a turma de alunos aprende a elaborar um roteiro pra cinema, depois executam esse roteiro e o filme é projetado, transformando-se numa deliciosa sessão, onde o público são os próprios alunos e os amigos, pessoas da comunidade onde eles vivem. Ao final, discutem como viabilizar o projeto.

Como o Cine Tela, devem existir dezenas, centenas de pessoas que fazem o mesmo. Durante a oficina de Cineclubismo, no 4º CinePort, talvez este tema tenha sido discutido. Tive a oportunidade de conhecer duas pessoas do Cine Bairro que fazem algo parecido. Levam o cinema para comunidades em cidades onde contam com, pelo menos, o apoio das prefeituras. Eles contam que, em algumas situações, apenas alimentação e lugar para dormir são oferecidos. A estrutura para montar as oficinas é disponibilizada em escolas.

Com tudo, o cinema ainda parece ser uma realidade distante para a maioria das pessoas. Democratizar a comunicação também passa por Democratizar o "fazer cinema": Projetar nas telas as nossas condições, história, gente, cultura e poder de criação.

Acesse o site do Cine Tela Brasil e indique outros. Nunca é demais saber onde se encontrar.

30 de abr. de 2009

Os donos do meio

Não é de hoje que tentam me fazer acreditar que os mediadores, ou espectadores da mídia de massa e de grande impacto, como a televisiva, tem, por assim dizer, um certo poder no direcionamento do conteúdo dos programas vinculados nesses meios.

Talvez, minha leitura esteja completamente equivocada ao achar que, definitivamente, a mídia burguesa, sempre aliada a grupos políticos e a interesses particulares, possa se submeter aos interesses de a quem estes se destinam. Talvez, haja uma particularidade no nosso país e este atrelamento aos “caciques” do Brasil faça da televisão brasileira única, onde, como há muito se tem notícia, a alienação se dê de forma diferenciada, enaltecendo celebridades em troca de manutenção de concessões.

Aqui, o grande capital tem, e sempre terá, grande poder sobre a programação das TV’s, mas, ninguém pode negar, e isso é o que se dá de pior, que os coronéis ainda mandam, e desmandam, no conteúdo do maior formador de opinião: a televisão.

Então, como entender que os costumes regionais, os trabalhos independentes, a cultura local podem dar um sentido na formulação do que vai ao ar no Brasil?
De certo a TV pode e faz uso da cultura popular, dando um enfoque bem ao seu estilo próprio, desconfigurando até certo ponto o tradicional, impondo um afastamento do real original para uma adaptação às necessidades de venda do mercado, mas morre por ai.

Os grandes programas formadores de opinião, como os telejornais, estarão sempre tentando moldar o imaginário das grandes massas. E se uma notícia vinculada num desses jornais, que por alguma eventualidade serve aos interesses políticos de um determinado grupo, não vingar, usa-se, exaustivamente, o recurso da repetição para transformar aquela verdade de uns em verdade de todos, como se tem visto, particularmente, de meados de 2005 até os dias de hoje.

Os costumes também são alvos dessa tentativa de modelagem. Um programa, como o Malhação, da TV Globo, por exemplo, ataca o comportamento dos jovens e dita o modo de ser de adolescentes e crianças e é justamente a partir dessa modelagem de costumes e comportamentos que vem a minha crítica aos que dizem que os mediadores influenciam diretamente nos meios. Como pode haver essa influência, se ela já aparece da forma como os meios impuseram, haveria ai, no máximo, uma troca de favores. E o beneficiado não é quem parece ser.