25 de set. de 2009

Inscrições abertas para a IV Semana pela Democratização da Comunicação

Fonte: Agência de Notícias - Paulo César Cabral

Estudantes discutem democratização da comunicação

“Democratizando a Comunicação: a sociedade no controle". Este é o tema principal da IV Semana pela Democratização da Comunicação, na Universidade Federal da Paraíba, que acontece de 19 e 23 de outubro, no Campus de João Pessoa.

O objetivo do evento é ampliar as discussões acerca da Democratização dos meios de comunicação, aglutinar experiências de democratização da comunicação, regionalizar o debate e aproximar a sociedade desta bandeira. A informação é de Lucas Pontes, estudante e membro da Comissão Organizadora da IV Semana pela Democratização da Comunicação.

A programação inclui palestras, rodas de diálogos, mesas redondas, vivências, oficinas e diversas intervenções artísticas que acontecerão no Complexo de Comunicação, Turismo e Arte (CCTA) da UFPB, na Comunidade São Rafael e nos bairros da Capital como Jardim Veneza, Penha e Novais.

Segundo Lucas Pontes, este ano será realizado um Simpósio de Pesquisa em Comunicação, no último dia do evento (23 de outubro). “As inscrições já começaram e serão realizadas até o dia 2 de outubro, pelo e-mail: simposio.democom@gmail.com. Todas as atividades da semana serão gratuitas e abertas a toda comunidade”, adiantou.

Organizada pelo Coletivo COMjunto de Estudantes de Comunicação Social e a Enecos Regional NE 2, a IV Semana pela Democratização da Comunicação, recebe apoio do Departamento de Comunicação e Turismo, Centro de Ciências, Letras e Artes (CCHLA) da UFPB e outras entidades.

Telefones: (83) 8800-9814 (Janaine Aires); 8801-0717 (Lucas Pontes)

Mais informações nos Blogs do ComJunto e da IV Semana pela Democratização da Comunicação.

links:

13 de set. de 2009

Curta paraibano concorre em festival nacional de filmes e vídeos

Fonte: Agência de Notícias
Curta paraibano concorre em festival nacional de filmes e vídeos
Este vídeo foi encontrado no youtube http://www.youtube.com/watch?v=revl9Y9YyMk

“Da voz libertadora à voz do Cariri”, de Flávio Alex Farias, concorre ao prêmio de melhor documentário no suporte digital em curta-metragem promovido pela Prefeitura do Município de Cabo Frio, Rio de Janeiro.

O curta, produzido em 2008 em parceria com o Polo Multimídia (Núcleo de Documentação Cinematográfica-Nudoc e Laboratório de Desenvolvimento Multimídia Interdisciplinar–LDMI) da Universidade Federal da Paraíba, aborda o trabalho de uma equipe que mantém no município de Boa Vista uma rádio com características de difusora comunitária que envolve pessoas da própria comunidade.

“Da voz libertadora à voz do Cariri” foi selecionado entre mais de três centenas de filmes concorrentes, e será exibido na noite desta quinta-feira (10) dentro do III Festival Nacional de Curta metragem de Cabo Frio.

O produtor executivo, professor João de Lima, coordenador do Nudoc, destaca que o fato do filme de Flávio Alex Farias ter sido um dos poucos curtas selecionados do Nordeste “é um reconhecimento importante no cenário das produções audiovisuais paraibanas recentes”.

29 de ago. de 2009

“UMA CÂMARA NA MÃO E UMA IDÉIA NA CABEÇA”

Em meio a uma (má) fase do cinema brasileiro, em que as grandes produções eram “recheadas” por um vazio temático e pregavam um falso populismo, surge Glauber Rocha (1938-1981), diretor de cinema, jornalista, escritor e teórico brasileiro.

Glauber foi um dos principais ideólogos do Cinema Novo, movimento que surgiu com a intenção de renovar o cinema brasileiro através da crítica. Sofreu influências do neo-realismo italiano, da nouvelle vague francesa, e da teoria do cinema de autor, que estimula a produção independente, fugindo dos esquemas estéticos e temáticos dos filmes hollywoodianos. Foi Glauber Rocha que proferiu a célebre frase “uma câmara na mão e uma idéia na cabeça”, palavra esta que causa controvérsias até os dias atuais.

Certas obras como Deus e o Diabo na terra do sol (1964) e o Dragão da Maldade contra o santo guerreiro (prêmio de melhor direção no Festival de Cannes de 1969), que tratam do cotidiano e da mitologia do Nordeste brasileiro, são importantíssimas na história do cinema nacional, pois deram corpo ao Cinema Novo.

Glauber Rocha criticou de forma explícita a burocracia que reprime a produção artística. Para ele, “a crítica se nutre da arte e a arte, da vida”, essa troca de informações reage cada vez que a arte se rompe. Glauber achava que a fragilidade da crítica e a decadência artística eram resultadas de uma prática intelectual incapaz de impor suas idéias.

O jeito de Glauber fazer cinema, além de inovador, era forte. Numa época em que a censura era máxima e os recursos eram mínimos, Glauber Rocha mostrou que a vontade e o comprometimento com a sociedade são aspectos que fazem qualquer um, que realmente goste do que faz, esquecer das dificuldades.

Em 1970, Glauber foi premiado pelo Instituto Nacional do Cinema do Brasil como o melhor diretor brasileiro.

“Nosso cinema é novo porque o homem brasileiro é novo e a problemática do Brasil é nova e nossa luz é nova e por isso nossos filmes nascem diferentes dos cinemas da Europa.”
Texto de Alexandre Santos*
(*) Alexandre Santos é aspirante a radialista, editor do fanzine CulturAqui, realizador audiovisual do CineClube Zé Dumont e produtor do Candeeiro Encantado (casa de cultura).

11 de ago. de 2009

Matizes complexas da Vida e da Sexualidade

O Departamento de Comunicação e Turismo da Universidade Federal da Paraíba promoverá no período de 21 a 26 de setembro de 2009 a mostra Vinte filmes Temáticos: Matizes complexas da Vida e da Sexualidade.
Além das exibições previstas na Sala Aruanda (turnos >>tarde e noite), haverá exibições simultâneas em outros espaços acadêmicos da UFPB e, reprises, no Teatro Lima Penante.
O processo de escolha dos vinte filmes foi resultante do trabalho de análise de uma lista com mais de 600 (seiscentos) títulos, envolvendo os seguintes critérios: abordagem temática da sexualidade em suas diferentes matizes, transversalidades temáticas, variantes de forma conteúdo, premiações, repercussões da obra, contexto de época da obra, inventividade da narrativa audiovisual, direção e marcas autorais quanto ao estilo, nacionalidade , disponibilidade da obra no mercado nacional, internacional ou em rede e legendagem (obras importadas).
Neste momento o DECOMTUR está buscando o apoio de entidades civis, grupos organizados e Núcleos de Estudos/Pesquisa no sentido de que também possam abraçar a iniciativa e, ainda adquirindo cópias de algumas distribuidoras, baixando outras e legendando (no caso de filmes não distribuídos no Brasil) e importando obras referenciais não lançadas no mercado brasileiro.
A lista completa das produções audiovisuais que compõem a referida mostra e material de divulgação seguirão inicialmente para os professores que irão apresentar cada obra, apoiadores e imprensa, no dia 21.08.09 ( com um mês de antecedência).

>>Texto de Pedro Nunes
As inscrições estão abertas de hoje, 11 de agosto, até o dia 28 deste mês na Secretaria do DECOM-TUR, nos turnos da manhã e noite. São oferecidas 200 (duzentas) vagas e quem tiver interesse em adquirir certificado ao final da mostra deverá pagar uma taxa de R$ 3,00 (três reais).

Os contatos podem ser feitos pelo telefone (83) 3216-7144.

Apoiam o evento: Direção de Centro do CCHLA, Departamentos de Artes Cênicas da UFPB, ABD-PB, Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero - NIPAM/UFPB, Digital Mídia, Projeto Xiquexique e Kauai Video Locadora.

George Martins

14 de jun. de 2009

Educação e Coletivo ComJunto mostra audiovisual paraibano

Evento na UFPB exibe, no perído de 16 de 18 de junho, acervo de
filmes produzidos entre o litoral e o sertão

Razão ou Emoção? Lucidez ou Loucura?. Estas questões são tema da II Mostra Interestadual do Audiovisual Paraibano, marcada para o período de 16 a 18 de junho, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus de João Pessoa. A mostra se propõe apresentar o acervo das produções cinematográficas da Paraíba, do litoral ao alto sertão.

Trata-se de uma ação do Projeto Cinestésico, do Centro de Educação (CE) da UFPB, coordenado pelas professoras Virgínia Oliveira e Marília Campos, com apoio do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes (CCHLA), Departamento de Comunicação e Turismo (Decomtur), Cineclube Jomard Muniz de Brito e o Coletivo de estudantes de comunicação (ComJunto).

As atividades da mostra acontecem no auditório 411 do CCHLA, na sala Aruanda do Decomtur e auditório Azul do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

Na programação, destacam-se a exibição de filmes e vídeos de produtores e realizadores paraibanos e mesas-redondas, objetivando dialogar sobre as dificuldades e as gratificações de se fazer cinema em terras paraibanas.

Além das mostras propriamente ditas, realizadas por meio das exibições diárias dos filmes nos turnos da manhã e da noite, o evento também inclui palestra e minicursos na área de audiovisual e cinema com professores da UFPB que realizam estudos e pesquisas nesse campo.

Mais informações pelo correio eletrônico: projetocinestésico@gmail.com

Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Clovis Bezerra (texto retirado na íntegra)

4 de jun. de 2009

Release

O Brasil por muito foi dominado por filmes norte-americanos.

De onde eu tirei isso? Basta simplesmente olhar para nós mesmos para constatar: nosso costume, nossas idéias, a vontade incessante de sermos "herói", o jeans que usamos, o inglês que adaptamos ao nosso dia-dia, tudo isso e muitas outras coisas são frutos da ideologia que os gringos passaram o tempo todo nos seus filmes.

O modo de fazer cinema nos Estados Unidos sugere que eles sejam os melhores nisso. E conseguem! "And the Oscar goes to... another AMERICAN PRODUCER".

Além dos costumes herdados a partir dos filmes de bang-bang, durante muitíssimo tempo o Rádio circulou os bares e lares brasileiros, sendo copiado na íntegra para a televisão, quando do seu surgimento no nosso país: As rádio-novelas transformaram-se em telenovelas, no início meio desastroso, mas se adaptou muito rapidamente.

Não necessariamente faço, com este texto, uma crítica ao cinema dos Estados Unidos ou ao rádio e à televisão do Brasil. Iniciei com esse pensamento apenas para frisar o convite que irei fazer posteriormente. Aliás, posteriormente não, agora.

Uma das moléculas do ar que respiramos chama-se COMUNICAÇÃO. É ela quem nos informa, nos transforma e nos entretêm a todo instante. Sem comunicar o homem não vive, assim como não vive sem água e sem comida, por que, já nos escritos bíblicos a comunicação não falhou em nos advertir que nem só de pão vive o homem.

Mande-me algum texto que queira publicar. Leia os artigos que estão postados ai, do lado direito. Veja os filmes, acesse os links indicados. COMUNIQUE-SE!

12 de mai. de 2009

Cine Tela Brasil

Sabe que, acordando quase que de madrugada, em pleno sábado, me preparando para trabalhar no apóio ao CinePort, liguei a TV, na Globo, vi o Serginho Groisman no seu programa Ação, apresentando uma galera que fazia cinema.

Pelo tema, quando ouvi, já despeitei. Aumentei o volume do som da TV e, enquanto tomava café, percebi que, além do Festival do Cinema de Língua Portuguesa que acontecia aqui, do Festival de Cinema de Pernambuco, e de tantos outros eventos que por ventura ocorriam naquela semana, milhares de organizações, grupos, pessoas, escolas, alunos, também trabalhavam o cinema a todo instante.

Dai me dei conta do mundo no qual estava inserido naquele momento. Afinal, tudo é cinema, inclusive a palavra que mais se repetiu neste texto minúsculo.

A galera a que me referia era a do Cine Tela Brasil. Segundo o histórico do grupo, disponível na página da internet do Cine Tela (www.cinetelabrasil.com.br), começou com um projetor de 16mm e uma tela montável. Laís Bondansky e Luiz Bolognesi (Chega de Saudade, Bicho de Sete Cabeças...) organizavam sessões de cinema nas praças e escolas públicas de São Paulo. Depois viajavam pelo Brasil, projetando esses filmes de curta-metragem para os que dificilmente teriam chances de ir ao cinema. Com os registros, realizam o doc Cine Mambembe - O Cinema Descobre o Brasil.

Em 2004, com a ajuda das leis de incentivo a cultura, o projeto deixa de ser Mambembe e passa a se chamar Tele Cine e adquire uma sala intinerante com mais de duzentas cadeiras, ar condicionado, som surround e um projetor de 35mm. Hoje já são duas as salas. Por onde passa, a caravana do Cine Tela organiza oficinas de cinema. Durante o curso, a turma de alunos aprende a elaborar um roteiro pra cinema, depois executam esse roteiro e o filme é projetado, transformando-se numa deliciosa sessão, onde o público são os próprios alunos e os amigos, pessoas da comunidade onde eles vivem. Ao final, discutem como viabilizar o projeto.

Como o Cine Tela, devem existir dezenas, centenas de pessoas que fazem o mesmo. Durante a oficina de Cineclubismo, no 4º CinePort, talvez este tema tenha sido discutido. Tive a oportunidade de conhecer duas pessoas do Cine Bairro que fazem algo parecido. Levam o cinema para comunidades em cidades onde contam com, pelo menos, o apoio das prefeituras. Eles contam que, em algumas situações, apenas alimentação e lugar para dormir são oferecidos. A estrutura para montar as oficinas é disponibilizada em escolas.

Com tudo, o cinema ainda parece ser uma realidade distante para a maioria das pessoas. Democratizar a comunicação também passa por Democratizar o "fazer cinema": Projetar nas telas as nossas condições, história, gente, cultura e poder de criação.

Acesse o site do Cine Tela Brasil e indique outros. Nunca é demais saber onde se encontrar.

30 de abr. de 2009

Os donos do meio

Não é de hoje que tentam me fazer acreditar que os mediadores, ou espectadores da mídia de massa e de grande impacto, como a televisiva, tem, por assim dizer, um certo poder no direcionamento do conteúdo dos programas vinculados nesses meios.

Talvez, minha leitura esteja completamente equivocada ao achar que, definitivamente, a mídia burguesa, sempre aliada a grupos políticos e a interesses particulares, possa se submeter aos interesses de a quem estes se destinam. Talvez, haja uma particularidade no nosso país e este atrelamento aos “caciques” do Brasil faça da televisão brasileira única, onde, como há muito se tem notícia, a alienação se dê de forma diferenciada, enaltecendo celebridades em troca de manutenção de concessões.

Aqui, o grande capital tem, e sempre terá, grande poder sobre a programação das TV’s, mas, ninguém pode negar, e isso é o que se dá de pior, que os coronéis ainda mandam, e desmandam, no conteúdo do maior formador de opinião: a televisão.

Então, como entender que os costumes regionais, os trabalhos independentes, a cultura local podem dar um sentido na formulação do que vai ao ar no Brasil?
De certo a TV pode e faz uso da cultura popular, dando um enfoque bem ao seu estilo próprio, desconfigurando até certo ponto o tradicional, impondo um afastamento do real original para uma adaptação às necessidades de venda do mercado, mas morre por ai.

Os grandes programas formadores de opinião, como os telejornais, estarão sempre tentando moldar o imaginário das grandes massas. E se uma notícia vinculada num desses jornais, que por alguma eventualidade serve aos interesses políticos de um determinado grupo, não vingar, usa-se, exaustivamente, o recurso da repetição para transformar aquela verdade de uns em verdade de todos, como se tem visto, particularmente, de meados de 2005 até os dias de hoje.

Os costumes também são alvos dessa tentativa de modelagem. Um programa, como o Malhação, da TV Globo, por exemplo, ataca o comportamento dos jovens e dita o modo de ser de adolescentes e crianças e é justamente a partir dessa modelagem de costumes e comportamentos que vem a minha crítica aos que dizem que os mediadores influenciam diretamente nos meios. Como pode haver essa influência, se ela já aparece da forma como os meios impuseram, haveria ai, no máximo, uma troca de favores. E o beneficiado não é quem parece ser.