28 de jul. de 2010

Onde estão?

Desde que estudei um pouco de psicologia, percebi que sou um observador de pessoas. A começar por observar a mim mesmo.

Observo pessoas, grupos e suas atitudes e, recentemente, nas minhas andadas pelo interior da Paraíba, observei o comportamento de eleitores, de cabos eleitorais e, por que não dizer, de fanáticos? Constatei um fato curioso! Ricardo Coutinho, ele de novo, promoveu algo de estranho entre os eleitores, neste ano.

Apesar de ainda haver dezenas de pessoas que torcem pelo sucesso do “Mago”, os ricardistas de carreira, não aqueles que detiveram, ou detém ainda, cargos privilegiados na prefeitura da capital, mas aqueles que votaram em RC desde os primórdios e hoje amargam seus PS's, agarrando-os com unhas e dentes, tendo INSS recolhidos e não pagos..., ainda não é possível ver uma campanha do tamanho da expressividade de uma das maiores lideranças políticas que João Pessoa já produziu.

Ainda sobre minhas observações, devo dizer que as faço e tão logo observo, processo uma conclusão sobre tal comportamento. E voltando às eleições para governo do Estado, eis que me recaio, agora, na seguinte dúvida: estariam os ricardistas com vergonha de exibir em seus carros os adesivos contendo RC e RG, um ao lado do outro, de deixar pintar seus muros com os respectivos nomes dos candidatos a titular e vice para o executivo estadual? Ou simplesmente a campanha ainda não deslanchou?

15 de jul. de 2010

CONVERSA DE CRIANÇAS (sensura 18 anos)

NÍVEL I - Programa educativo


Irmão do meio:

- ...ele vai comer ela!

Irmã mais velha (grita):

- Para com isso!

Irmãozinho:

- Que ele vai comer, que nada! Por que ele não é nenhum animal pra comer ela. Eles vão tranzar!


Irmã mais velha (horrorizada):

- Onde você aprendeu isso, menino?

Irmãozinho:

- Tá! No Big Brother, né?

NÍVEL II - Educação de casa

Criança de 3 anos (num ônibus de linha):

- Vai tomar no cu!

Mãe (rindo):

- O que você disse, meu filho (rsrs)?

Criança de 3 anos:

- Vai tomar no cu, sua rapariga!

Pai (também rindo):

- Toma, mulher! Esse garoto ‘tá ficando esperto! (rsrs)

Mãe:

- ‘Tá esperto nada, 'tá ficando é mal criado! (risos)

COMENTÁRIO:

Isso não é ficção, não é invenção, é verídico. Presenciado por várias pessoas. Fora outros casos.

Comentem sobre o tema! E sobre o futuro que está próximo!

2 de jul. de 2010

O ataque das empresas de comunicação não vai se restringir apenas a TV Digital

Depois de tensionar o Ministério das Comunicações em exterminar as pesquisas por um padrão totalmente brasileiro para a TV Digital, defenestrando anos de estudo e desenvolvimento de entidades nacionais, como as universidades federais, agora, a ABERT, Associação Brasileira de Rádio e Televisão, demonstra simpatia pelo sistema norte-americano de Rádio Digital.

Em 2005, o Brasil havia testado diversas tecnologias para TV Digital. Fez um apanhado dos recursos do padrão ATSC, dos Estados Unidos, que garante qualidade HDTV (alta definição), do sistema europeu DVB, que permite transmissão simultânea de, em média, quatro programas por canal, e do japonês ISDB, excelente para a recepção móvel.


Assim como algumas vantagens, se limitar a apenas uma dessas tecnologias levaria à diversas desvantagens. Pensando nisso, os testes brasileiros pretendiam criar uma TV que permitisse portabilidade, diversidade de programação em um mesmo canal e alta definição de som e imagem. Na época, dezenas de empecilhos foram colocados por emissoras de televisão e a representante delas, a ABERT, como o que previa que um sistema totalmente brasileiro tendia ao aumento de custos e, quem sabe, a inviabilidade para o consumidor final, uma vez que os equipamentos só poderiam ser utilizados no Brasil, caso não fosse adotado por outro país. Contrariando o que denunciavam, indicaram o ISDB japonês, com domínio de tecnologia total de uma única empresa e utilizado apenas no Japão. Questionou-se na época se essa manobra da ABERT não favoreceria a gigante Rede Globo, uma vez que seus equipamentos são totalmente adquiridos por essa empresa japonesa.


Agora, com a Rádio Digital, duas tecnologias, basicamente, estão em fase de testes no Brasil. Uma de propriedade da empresa norte-americana iBiquity, chamada de IBOC, ou HD Rádio, e DRM (Digital Radio Mondiale), desenvolvido por um consórsio de emissoras públicas da Europa, mas com patentes de empresas privadas, como a SONY. A primeira, é a preferida pela ABERT, e vem sendo imposta "guela-a-dentro" à sociedade. A segunda chegou a ser testada pela extinta Radiobrás, mas foi deixada de lado.


Arthur William e Bráulio Ribeiro, integrantes do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, listaram dez motivos pelos quais o Governo Federal não deve apressar a decisão por padrão A ou B de Rádio Digital, informando, nessa lista, que além dessas duas tecnologias, há outras em desenvolvimento em diversos países e que sequer foram testadas no Brasil. Eles citam que os dois padrões em analise por aqui são modelos prontos, sem a possibilidade de serem alterados para melhoramento de suas funcionalidades.


Alheio a tudo isso, e no frigir dos ovos para favorecimento de uma ou outra emissora, ou do conjunto de grandes empresas, as rádios comunitárias estão ficando de fora dos testes e, a contar pelo interesse dos empresários do setor, esse pode ser o dedinho que faltava para apertar o botão DELETE das comunitárias no país.


Acesse os motivos em Agênica de Notícias UFPB


Outros links:


Artigo:
TV Analógica X TV Digital: e uma breve comparação

19 de jun. de 2010

Aruanda

Talvez muitos não tenham percebido, mas neste blog, do lado direito, há, além de um espaço para comentar sobre o site, artigos, perfil, outros blogs indicados e o Portal Cinemateca PortaCurtas, onde estão links de filmes e documentários de curta duração disponíveis no Portal PortaCurtas Petrobrás.


Como não poderia deixar passar, um dos filmes indicados é o percursor do chamado Cinema Novo, Aruanda, de Linduarte Noronha e Rucker Vieira.


O filme pode ser assistido em vários endereços na internet, mas neste blog, clicando no link Aruanda, você será levado para o PortaCurtas e terá acesso ao vídeo na íntegra.


Antes, clique em play e assista a uma entrevista com Linduarte Noronha, no Programa É Tudo Verdade, do Canal Brasil.


Vídeo retirado de: http://www.youtube.com/watch?v=EvAxq10TB50

Clique aqui para assistir Aruanda, ou aqui para ver a ficha completa do filme.


Divirta-se e comente!

9 de jun. de 2010

E assim caminha o povo, vestido de mídia

E assim caminha o povo. Vestido de mídia. Seja ela qual for.

Esse vídeo resume meu pensamento e um texto que havia começado a escrever sobre música. Achei o vídeo mais instrutivo e menos cansativo, apesar de achar que os responsáveis conseguiram ser mais radicais do que o que eu seria, mas, é interessante.


Créditos do vídeo no final


Comentem, comentem!

1 de jun. de 2010

003 - Jaguaribe!

Estava saindo de minha casa para ir ao Caixa Econômica do antigo CEFET, em Jaguaribe, e uma dúvida me seguia: devo ir direto, num ônibus circular ou vou até o terminal de integração e pego o 003 – Jaguaribe?


Como sempre, fiz uma pequena reflexão antes de tomar a decisão. De certo não tinha muito tempo, mas, consegui lembrar de uma tal reunião, em 2005, quando ainda era presidente do Grêmio do CEFET, hoje denominado IFPB. Essa reunião aconteceu na STTrans, há anos solicitada para discutir melhorias na linha que cobre a região do centro de ensino Federal e uma possível intervenção junto à AETC-JP para a criação de um posto de venda de bilhetes (vales e tickets) dentro do prédio da escola. Estavam presentes uma diretora da escola, o presidente do DCEFET da época, o superintendente, Deusdete Queiroga, e eu.


Na ocasião, indaguei sobre a diferença de tratamento da empresa MARCOS DA SILVA em relação à disposição de ônibus novos e em grande quantidade para o Cabo Branco, bairro nobre da orla da Capital, e a escassez de veículos em Jaguaribe, bairro antigo, grande, e não da alta classe, no máximo “médio-à-baixo”, e ainda recheado de pessoas idosas (não pagam passagem) e estudantes (pagam meia-passagem). Para completar a pergunta, relatamos que os quatro ônibus que circulavam por lá mais pareciam latas de lixo, empestadas de baratas e quebrando a cada viagem. Na verdade havia apenas dois ônibus e meio, por que dos quatro um não rodava mais e outro era o que quebrava várias vezes. Como resposta, ouvimos que a linha que cobre o bairro nobre é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade para que, numa possível falha de algum desses veículos, a reposição seja feita em tempo hábil de forma a não prejudicar os passageiros. Quanto à idade dos ônibus da linha 003 o Superintendente informou que a STTtrans trabalhava com uma política de substituição dos carros de todas as empresas e que em alguns anos toda a frota da cidade teria idade média de 3,5 anos, incluindo Jaguaribe.


Após o raciocínio decidi que pegaria o 003 e fui até o terminal de integração. Não estava atrasado, mas queria chegar cedo à Caixa. Assim que desci de um ônibus, o Jaguaribe apareceu. Pura sorte ou o problema de Jaguaribe havia sido resolvido?


Entrei no ônibus, nada confortável, antigo, ano 2000 (dez anos), ainda sujo, cheio de inseto e, ao entrar numa avenida, já próximo ao Centro Administrativo do Estado, adivinhem! Quebrou! Mais um tempo esperando a tal reposição, já que pela lógica apresentada pelo Superintendente a linha é pequena e não deve demorar muito..., 10 minutos depois e lá vem! Outro antigão, mais velho que o que quebrou. Entrei, já estava cheio, não havia mais onde sentar e, o que aconteceu mais adiante? Enhim? Não sabe? Ele não quebrou e eu finalmente cheguei ao meu destino.


Agora, só mais uma coisa que ficou na minha mente até hoje! Se a linha 507 - Cabo Branco é grande e necessita de ônibus novos e em grande quantidade, por que a linha 520 - Altiplano, que é maior, também da mesma empresa, é tão velho e tão raro de se ver quanto um cometa? Alias, 003 e 520 podiam ser chamadas de Halley.


Leia também:

Jaguaribe é eleito a pior linha de ônibus

PB Agora, 04 de fevereiro de 2010

18 de mai. de 2010

Uma concepção leiga sobre o Movimento Estudantil de hoje

Nas últimas semanas vimos, ouvimos e ficamos indignados – ou não – com mais uma situação criada pelo Movimento Estudantil no Estado.

Cerca de três mil carteiras estudantis sumiram na sala do Diretório Central dos Estudantes da UFPB. Foi um golpe já previsto, porém, como a pratica já fora utilizada outrora, muito se duvidou que a usassem novamente.

O fato é que não é de hoje que golpistas, aproveitadores e futuros candidatos a cargos eletivos se revezam nas diretorias de entidades que se dizem representantes do povo, não só de estudantes.

Mas, fixando apenas no Movimento Estudantil (ME), podemos analisar alguns fatores que possivelmente contribuem para que pessoas de índole questionável apareçam e usurpem dinheiro alheio para fins pessoais.


Geralmente se atribui a Partidos Políticos de esquerda uma situação mais confiável em termos de lutar por direitos coletivos, qualidades das discussões por escolas e universidades melhores, benfeitorias para estudantes, etc. O problema é que estes partidos geralmente seguem tendências, ou escolas de pensamento, diferenciadas, embora o fim seja o mesmo. São Marxistas, Leninistas, Trotskystas, seguidores de Stalin, Rosa Luxemburgo e assim por diante. Cada um teórico socialista defendia uma tese, alguma prática que o diferenciava do outro e assim seus respectivos seguidores tendem a reproduzir o mesmo discurso, o que dificulta um entendimento durante processos de organização para, por exemplo, um pleito eleitoral de Diretório Central ou Centro Acadêmico.


Alheio a isso, a estudantada tende a eleger seus representantes pela amizade, por repudiar tendências comunistas identificadas nos partidos de esquerda, dada a carga cultural patrocinada pelo capitalismo, ou simplesmente pelo que os futuros representantes têm a oferecer, levando em consideração o imediatismo, uma vez que, bombardeado pela cultura do individualismo, pensam que só têm quatro anos para aproveitar o que um CA ou um DCE pode lhes oferecer.


Outro fator que não se pode descartar é algo que se costuma chamar de refluxo do movimento, ou dos movimentos. Geralmente, após grande quantidade de desmandos de um governo, ou um representante (ME), cessando inclusive conquistas/direitos dessa determinada parcela de indivíduos, os representados (sociedade) tendem a se organizar em grupos, formando Movimentos Sociais. Esses movimentos populares se concentraram em um determinado campo de atuação, como o Movimento dos Sem-Terra, por exemplo. Vários movimentos juntos, não necessariamente, mas comumente, formam um partido político, ganham força e saem em defesa de uma coletividade ainda maior. Quando conseguem, enfim, eleger um representante comprometido com suas causas, passam a acreditar que este eleito irá, de alguma forma, resolver seus problemas, e recuam, baixam a guarda e ficam na espera. Foi mais ou menos o que aconteceu em 2003 quando Lula foi eleito presidente, e em 2005, particularmente aqui, em João Pessoa, com o ex-prefeito Ricardo Coutinho.

A eleição do ex-prefeito, diferente da eleição de Lula, afetou mais diretamente o ME por que estava mais próximo, conhecia e lutava junto com estudantes da capital. Ainda em 2003 os movimentos sociais, em nível nacional, viram que não poderiam continuar de braços cruzados e foram a luta. Em João Pessoa, mesmo com a guinada do prefeito em favor dos empresários do setor de transporte publico, de ações que contrariaram setores da cultura de João Pessoa, da saúde, de funcionários públicos municipais, os movimentos sociais continuaram esperando e, como conseqüência, houve desmobilização quase que total das bases.


Para concluir este raciocínio, vale também lembrar que os próprios partidos de esquerda como o PSTU, PCO, PCR, PCdoB, que investem nas juventudes mas não conseguem aglutinar, não se entendem, e alguns até se utilizam de práticas de partidos de direita. Por outro lado, o maior partido de esquerda do Brasil, o PT, que tem base popular ainda muito sólida, não se preocupa em manter essa base e nem muito menos tem a cultura de investir na juventude. Basta observar os guias eleitorais dos últimos anos.


Como em política não existe espaço vazio, esse conjunto de fatores contribui para que surja a todo instante indivíduos, geralmente carismáticos, com palavreado fácil e cativante, que se tornaram os futuros golpistas da nação.

26 de abr. de 2010

Levante sua voz - Intervozes

Como o blog assume caráter crítico sobre a comunicação (e os meios), vai ai um filme bem legal, interessante, e muito educativo sobre MÍDIA

Assista também em:
Levante sua voz (parte 1)
Levante sua voz (parte 2)



Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

22 de abr. de 2010

19 de abril

Ontem, 21 de abril, foi feriado. Dia de Tiradentes. Mas, poucos lembram que pouco antes, dia 19, foi o dia do índio.

- Índios, povos que viviam em áreas geográficas esparsas do continente americano, antes das colonizações e que tiveram, no Brasil, seus números reduzidos aproximadamente cinco milhões de pessoas para mais ou menos 700 mil no ano 2000, segundo o IBGE, sendo 500 mil índios “legítimos”, 225 etnias e 180 línguas (FUNAI).

Mesmo com a importância tão grande que têm esses povos para a cultura de nosso país, pouco se ouviu falar ou se viu noticiar nas TVs brasileiras. Os índios contribuíram com nossa língua, com nossa higiene, com nossa cor de pele tão bela. Mas, mesmo com tantas evidencias dessas contribuições, não se dá a importância que eles merecem.

Agora, pergunto: por que o dia 19 de abril não é difundido como o dia das mães, dos namorados, natal, páscoa, etc.?

Agora, posso responder com uma outra pergunta: - será que é por que não existem produtos indígenas (ainda), expostos nas prateleiras das grandes redes de supermercados, nas vitrines das grandes lojas?

Tudo gira em torno do mercado, do consumo, do dinheiro. Reduzir a importância e a população dos índios faz bem para um grupo pequeno de “proprietários” de terra que coincidentemente tem ligações com o tripé do poder: justiça, imprensa e legislativo.

23 de mar. de 2010

Os donos do meio (republicação)

Não é de hoje que tentam me fazer acreditar que os mediadores, ou espectadores da mídia de massa e de grande impacto, como a televisiva, tem, por assim dizer, um certo poder no direcionamento do conteúdo dos programas veiculados nesses meios.

Talvez, minha leitura esteja completamente equivocada ao achar que, definitivamente, a mídia burguesa, sempre aliada a grupos políticos e a interesses particulares, possa se submeter aos interesses de a quem estes se destinam. Talvez, haja uma particularidade no nosso país e este atrelamento aos “caciques” do Brasil faça da televisão brasileira única, onde, como há muito se tem notícia, a alienação se dê de forma diferenciada, enaltecendo celebridades em troca de manutenção de concessões.

Aqui, o grande capital tem, e sempre terá, grande poder sobre a programação das TV’s, mas, ninguém pode negar, e isso é o que se dá de pior, que os coronéis ainda mandam, e desmandam, no conteúdo do maior formador de opinião: a televisão.

Então, como entender que os costumes regionais, os trabalhos independentes, a cultura local podem dar um sentido na formulação do que vai ao ar no Brasil? De certo a TV pode e faz uso da cultura popular, dando um enfoque bem ao seu estilo próprio, desconfigurando até certo ponto o tradicional, impondo um afastamento do real original para uma adaptação às necessidades de venda do mercado, mas morre por ai.


Os grandes programas formadores de opinião, como os telejornais, estarão sempre tentando moldar o imaginário das grandes massas. E se uma notícia vinculada num desses jornais, que por alguma eventualidade serve aos interesses políticos de um determinado grupo, não vingar, usa-se, exaustivamente, o recurso da repetição para transformar aquela verdade de uns em verdade de todos, como se tem visto, particularmente, de meados de 2005 até os dias de hoje.

Os costumes também são alvos dessa tentativa de modelagem. Um programa, como o Malhação, da TV Globo, por exemplo, ataca o comportamento dos jovens e dita o modo de ser de adolescentes e crianças e é justamente a partir dessa modelagem de costumes e comportamentos que vem a minha crítica aos que dizem que os mediadores influenciam diretamente nos meios. Como pode haver essa influência, se ela já aparece da forma como os meios impuseram, haveria ai, no máximo, uma troca de favores. E o beneficiado não é quem parece ser.