6 de jan. de 2011

Você conhece este homem?



Ele é o responsável pelo aumento das passagens de ônibus em João Pessoa de R$ 1,90 para R$ 2,10.

Seguindo os aprendizados do seu antecessor, Ricardo Coutinho, Luciano Agra concedeu mais um aumento abusivo para o setor de transportes públicos da capital. Ele é o responsável também pelo lendário comentário que disse que “a cidade precisa de transporte de massa”, ao se referir ao sistema de metrôs na cidade. Ora, doutor! Metrô é o quê, então?

Você nunca votou nele, mas este homem é o atual prefeito da cidade de João Pessoa.

Conceder aumentos acima da inflação, e fazer isso em época de recesso escolar, inviabilizando a mobilização dos estudantes, os quais historicamente lutam contra os aumentos; não dialogar com motoristas de transporte alternativo, inclusive tachando-os de “clandestinos”; manter a AETC-JP no comando de tudo relacionado ao transporte público; e fugir de todo e qualquer tipo de discussão acerca da criação de metrôs em João Pessoa, são as ferramentas que a prefeitura de João Pessoa dispõe para satisfazer a vontade dos empresários de ônibus coletivos, trabalhando de mãos dadas pela melhoria na qualidade de vida desses empresários, em contrapartida aos apoios logísticos dos quais necessitam as personalidades políticas que por essas bandas atuam.

Viva o SOCIALISMO embutido na sigla PSB! Viva as transformações sociais sofridas pelos empresários de transporte coletivo na era RC/LA! E viva os votos destinados a um, que elegeu o outro!

26 de nov. de 2010

Reprodução de matéria do Observatório da Imprensa sobre a midiatização da violência (no RJ)

Como muitos sabem, sou radialista, formado pela UFPB, soldado do Corpo de Bombeiros, portanto, membro do corpo da Segurança Pública do Estado, e muito preocupado com o tipo de jornalismo banditista que se faz chegar, sobretudo em horário de almoço, nos lares pelos Estados. Não só por aqui, visto que o jornalismo policial segue um modelo único, seja em qualquer canal de TV, seja em qualquer unidade da Federação. O foco. A violência? Não! A forma de tratar a violência urbana em troca de alguns quinhões em minutos cada vez mais valiosos pagos com dor e sangue de quem empresta sua imagem aos leões famintos por mais e mais situações de desumanidade e falta de dignidade.

Agora, indico um texto muito bom, que fala sobre o tratamento dado à violência no Rio de Janeiro pelos jornais em geral. Esse texto foi retirado do Portal Observatório da Imprensa, artigo do jornalista Rafael Casé publicado ontem, 25 de novembro de 2010. Segue:

VIOLÊNCIA NO RIO
Cadê o meu capacete?
Por Rafael Casé em 25/11/2010

Este artigo começa diferente, com uma nota do autor. Na verdade, trata-se de uma pensata sobre a cobertura da mídia carioca quando o assunto é violência urbana. Nele estarão questionamentos e convicções próprias de um jornalista que, durante 20 anos, trabalhou com este tipo de noticiário em telejornais diários. Ao leitor, peço que reflita e que debata também. Afinal, se estamos longe de uma solução para o tema, com certeza ela passa por um sério debate.

Nos jornais, na internet, nas rádios e nos noticiários de TV, a nova onda de violência no Rio de Janeiro está nas manchetes. Não se trata de uma novidade, porém, já que a cidade sofre constantemente com ações do tráfico de drogas e a mídia brasileira está sempre pronta a noticiar os fatos.

Isso é um problema? Claro que não, afinal a imprensa deve noticiar fatos. Mas o que me pergunto é: isso está sendo feito da maneira correta ou, muitas vezes, a nossa mídia carrega nas tintas?

Essa mais recente ofensiva dos bandidos cariocas foi classificada, em alguns meios de comunicação, como "a guerra do Rio". Isso é jornalismo ou tal bordão não passa de um artifício jornalístico para valorizar uma manchete? A fronteira, temos que admitir, é uma linha tênue. Mas, se aceitarmos que se trata realmente de uma guerra, não caberia à imprensa se comportar de forma mais cuidadosa, preocupando-se mais com o lado dos "mocinhos" ao invés de supervalorizar as ações dos bandidos? Ou a notícia deve ser dada, doa a quem doer?

Comentários irresponsáveis

Um noticiário além da medida não gera uma sensação de pânico na população? E isso não acaba sendo favorável aos bandidos? Só na quarta-feira (24/11), ouvi falar sobre um caminhão-bomba na ponte Rio-Niterói (falso), cenas de guerrilha com tiroteio dentro do túnel Rebouças (falso também) e de uma ameça de bomba em Ipanema (era uma caixa de madeira vazia que seria utilizada em uma ação promocional). Boatos que vão se multiplicando, impulsionados pelo medo.

Não quero minimizar a situação, mas também acho que é importante refletir sobre ela. Era inevitável que em algum momento houvesse reação contra a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Não se coloca um elefante dentro de uma loja de cristais sem que alguns copos sejam quebrados. Só que em vez desse tipo de interpretação ser feito por nossa mídia, opta-se por manchetes espalhafatosas que só engrandecem os atos criminosos. Na semana passada começaram a juntar esses casos e logo se proclamava que havia uma nova modalidade de crime no Rio. Agora, pensem comigo: esse tipo de abordagem não acaba oficializando ações que poderiam até ser isoladas e dando, como dizem por aí, "ideia para maluco"?

E o pior é ouvir no rádio que a culpa é do governo, que decidiu mexer numa situação que estava sob controle (?). O comunicador (?), que nem merece ser citado, dizia aos brados que se tinham mexido com o vespeiro, agora deviam aguentar as ferroadas. Uma irresponsabilidade total.

Nossa imprensa dá mais importância para os bandidos do que eles próprios se dão. E quando eles veem que alguma ação apavora as pessoas, passam a intensificá-la, realimentando o círculo vicioso.

Ética inversa

Este tipo de ação assusta? Claro que sim, mas raciocinemos: qualquer moleque, a mando do tráfico, pode jogar uma garrafa de gasolina sob um carro ou um ônibus e tocar fogo nele. É pouco? Não. Mas, infelizmente, também já vivemos situações bem mais graves no Rio de Janeiro. Só que a cada nova ofensiva, uma luz de alerta se acende dentro de cada carioca e de nossa imprensa. Uma reação analisada pelo sociólogo Ignácio Cano em recente entrevista para a BBC Brasil:

"As pessoas lidam com insegurança no Rio de forma cíclica e dramática. Para conviver com o alto nível de violência na cidade, as pessoas tratam como se ela não existisse. Mas, então, surge um evento de grande repercussão e vira uma pauta central na cidade, todos discutem, é uma grande catarse."

O que fazer? Não noticiar?

Não. Acho que essa não é a solução, nem o papel do jornalismo. Mas creio que numa situação de "guerra" – que existe, segundo os próprios meios de comunicação – a imprensa deveria tomar alguns cuidados. Alguns erros são crassos. Da mesma forma como existe um acordo informal para não noticiar suicídios, para não divulgar valor de resgates de sequestros ou de venda de substâncias ilícitas, também deveria haver um bloqueio a certas informações ligadas ao tráfico de drogas. Por exemplo: traficante e bandido não têm nome, nem tampouco cargo ou posto. Bandido é bandido, traficante é traficante.

A ética entre esses marginais é inversa. Bandido que tem nome no jornal é o "bicho", é o cara que está barbarizando e por isso mesmo passa a ser mais respeitado e a ter mais poder. Se o Fernandinho Beira-Mar está preso, esqueçamos que ele existe, a não ser que alguma notícia sobre ele seja realmente necessária. Não dá é para ficar falando dele cada vez que vier prestar depoimento no Rio. Rei morto, rei posto.

Não podemos ficar servindo de diário oficial da bandidagem, mas o problema é que isso dá ibope e não faltam programas jornalísticos (porque telejornais não são), ou programas de rádio, ou jornais populares, quase totalmente voltados para esta questão da violência na cidade.

Cito a manchete da primeira página do jornal Extra de quarta-feira (24/11). "UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) X UPP (Unidos pelo pó)". Fico pensando no que se passava na cabeça de quem bolou tal manchete. E só me vem uma resposta: cifras (de tiragem e de faturamento).

Será que é assim que tem que ser?

19 de nov. de 2010

TV Record repercute o ódio aos pobres na Globo

Repasso vídeos postados por Sergio Vilares, no youtube

O episódio? Comentarista da RBS TV, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, fala, com as pupilas ardendo de ódio, que agora todo miserável tem carro. Um comentário altamente preconceituoso e que só demonstra que a ExLITE brasileira está transtornada com os avanços na economia, que vai levando à reboque, os miseráveis à uma situação de conforto social jamais pensada por eles.

Os vídeos podem ser vistos em:

Luiz Carlos Prates: qualquer miserável agora tem carro

Luiz Carlos Prates: TV Record repercute o ódio aos pobres na Globo

15 de nov. de 2010

Comandante do Corpo de Bombeiros repudia Jornalista Luis Torres

O jornalista Luis Torres, blogueiro do Portal Paraíba1, levado pelo ímpeto da parcialidade que toma conta da blogosfera, e não falo apenas dele, observem meus post também, amargou receber dezenas de comentários, grande parte de militares inconformados com suas palavras, acerca de um abaixo-assinado que circula nos quarteis de bombeiros do Estado pedindo a manutenção do comando-geral nas mãos do Coronel Ricardo Rodrigues.

Para o jornalista, que relatou sem conhecimento de causa, a iniciativa teria partido do próprio Coronél Rodrigues, quando na verdade, se tivesse averiguado com apenas dois telefonemas, teria publicado que o abaixo-assinado vem sendo realizado, sem interferências, pelos milhares de militares que viram na pessoa do senhor Ricardo Rodrigues, um exemplo de administração voltado para a humanização da corporação e, sobretudo, voltado para eficiência e diminuição dos gastos públicos que, no final, se reflete em melhoria em todos os sentidos, na prestação de serviço para a sociedade, civil ou militar.

Repasso os textos originais, o inicial, de Luís Torres, e a resposta do Coronél Rodrigues, que o jornalista foi obrigado a publicar:

Comandante do Corpo de Bombeiros legisla em causa própria e inicia abaixo-assinado para continuar no cargo após posse de Ricardo Coutinho

Essa vem de dentro dos quartéis. O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Rodrigues, que é irmão de um dos oficiais ajudante de ordens do governador José Maranhão (PMDB), tem feito reuniões regulares com oficiais e praças da corporação e, ao final, passa um abaixo-assinado a ser entregue ao novo governador Ricardo Coutinho indicando sua permanência no cargo.

Não é isso exatamente, mas é, segundo minha imaginação, algo como “Coronel Rodrigues é o melhor para os Bombeiros”. Um exercício de auto sobrevivência digno de quem não entendeu que o governo é outro a partir do dia 1º de janeiro.

Até porque se a corporação realmente quisesse lutar pela manutenção de Coronel Rodrigues no cargo, faria abaixo-assinado espontaneamente. Sem precisar de pedido.

Luís Tôrres

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Comandante Geral do Corpo de Bombeiros confirma existência de abaixo-assinado pedindo sua permanência, mas afirma que documento é ato espontâneo da corporação


O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Rodrigues, enviou ao blog nota como Direito de Resposta à post veiculado neste espaço dando conta da existência de um abaixo-assinado para mantê-lo no cargo mesmo após a posse do governador eleito Ricardo Coutinho (PSB).

Na nota, o coronel Rodrigues, que recebeu solidariedade de boa parte dos leitores do blog, confirma a existência do abaixo-assinado, mas nega que tenha qualquer interferência sobre o documento.

Ao registrar que o abaixo-assinado é um ato espontêneo da tropa, Coronel Rodrigues afirma que desenvolveu trabalho moralizador na corporação.

Em nome do bom jornalismo, leiam na íntegra Direito de Resposta do Coronel Rodrigues. Reafirmos o que dissemos desde o começo: competência não se questiona. Mas se renova.

DIREITO DE RESPOSTA

Caro leitores

Me dirijo a todos com o coração contrito e um fardo imensurável de dor e constrangimento, diante das infâmias caluniosas e difamadoras contra mim perpetradas, divulgadas neste blog do LUIS TÔRRES, datado de 13 de novembro de 2010. Acredito que o nobre jornalista foi induzido por fonte não fidedigna na construção e difusão dessa noticia estapafúrdia e mentirosa e diante disso me vejo na obrigação de esclarecer os fatos e restaurar a verdade não apenas por mim, mas principalmente pela minha família, os cerca de 1200 bombeiros que represento e toda a sociedade. A matéria com tema e imagem pejorativos e 03 (três) parágrafos é um sofisma, sendo a única verdade no conteúdo o meu nome e existência de um abaixo assinado.

Tenho uma história de 44 anos vida e 25 anos de Bombeiros Militar pautados na cidadania e busca incansável e incessante da ética, respeito, legalidade, probidade, fraternidade e amor.

A fonte que alimentou o jornalista Luis Torres na elaboração desta matéria deve ser algum dos militares do Corpo de Bombeiros, insatisfeito com as medidas de moralidade, economicidade e eficiência adotados ao longo dos oito meses em que estamos a frente da Corporação. As quais resultaram no bem estar da maioria dos que fazem a nossa Corporação e em conseqüência na melhoria da qualidade dos serviços prestados a sociedade paraibana.

Não fiz formatura em nenhum quartel após as eleições e fiz sim uma reunião com os comandantes de batalhões e Cias pedindo a eles que se preparassem administrativamente para as mudanças que ocorrerão em janeiro e estabeleci um calendário de visitas a todos as unidades que ocorrerá na últimas semanas de novembro e primeira de dezembro, a fim de prestar contas das atividades desenvolvidas ao longo de meu período a frente do Corpo de Bombeiros Militar, fundamentado no principio da publicidade, transparência e legalidade.

Um dos sentimentos mais nobres do ser humano è a gratidão e de forma inédito e voluntária fui surpreendido com um abaixo assinado que circula nos quartéis de todo o Estado pedindo a minha permanência no Comando da corporação. Estou regozijado e emocionado com o ato praticado. O Comando de uma Corporação Militar que contraria interesses em muitas ocasiões se ver reconhecido e mais do que isso, os militares saem da passividade e se tornam ativos na expressão dos seus sentimentos. Não estou com intenções pessoais de me manter no Poder e sequer conheço pessoalmente o futuro Governador Ricardo Coutinho, visto que meu maior compromisso é com Deus, minha família, meus comandados, amigos e sociedade e com esses me sinto reconfortado do dever cumprido.

O que se vê hoje é um clima de fraternidade, tratamento isonômico e respeito com todos os que fazem a Corporação, fruto da humanização estabelecido pelo nosso Comando, não apenas como retórica, mas também como uma prática cotidiano no bom trato e na elevação da dignidade da pessoa humana. Quebra de um paradigma e priorização dos valores fundamentais na relação humana e profissional entre as pessoas. O poder utilizado para servir e não para ser servido!

Nobre Jornalista Luiz Torres espero ter esclarecido os fatos com a cristalinidade necessária. Vá pessoalmente aos quartéis do Corpo de bombeiros e pergunte de forma aleatória ao militar que encontrar lá ou na rua se em algum momento fui desonroso, mentiroso, desumano, injusto, preguiçoso ou pedi para assinarem um abaixo assinado para minha permanência no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, muito menos realizei reunião para tal fim. O principio constitucional da ampla defesa é mister na construção de um juízo de valor que se possa recomendar a leitura de algum tema.

Ricardo Rodrigues da Costa- Cel QOBM
Comandante Geral do CBMPB

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Blog do Luís Torres:
http://www.paraiba1.com.br/luistorres/

2 de nov. de 2010

E agora, José?

Ricardo foi eleito governador. Como ele mesmo insistiu em dizer, "ganhou". Para ele, primeiro era preciso ganhar e, depois quem sabe, contabilizar o tamanho, ou não, da vitória.

Com a vitória de Ricardo Coutinho veio a derrota primeiro, de José Maranhão, segundo, dos próprios ricardistas, que depois de passada a sensação gostosa de uma ejaculação precoce, amargarão o sabor tenebroso do deixar-se de lado.

Com a vitoria de Ricardo Coutinho veio a derrota dos movimentos sociais que estão, agora, no mesmo balaio em que se encontram Cássio Cunha Lima e Efraim Morais, PSDB e DEMOCRATAS. A derrota é grande. São esses dois partidos que farão frente ao governo da eleita presidente Dilma Rousseff, do PT. A derrota é maior ainda porque o governador eleito se elegeu as custas dos quase 40% de reprovação à Dilma, que teve, no Estado vizinho de Pernambuco, 75% de aprovação. E agora José?

No histórico de Ricardo consta atropelar companheiros, tratorar aliados, ceder a empresários, política do pão-e-circo, canteiro de obras (muito questionado no adversário, inclusive), venda de cargos de secretariado para obter maioria no legislativo, arrogância, incompreensão, antipatia, ufa! Ele ainda é a esperança? Mas, e agora José?

Ricardo foi para o segundo turno, obteve 150 mil votos de diferença e não foi graças a ele, o senhor Deus da capital. Inclusive, na capital, onde é tido como liderança, obteve cerca de 20% a menos de votos do que quando disputou a prefeitura. Ricardo deve seu desempenho ao governador-cassado-senador-cassado Cássio Rodrigues da Cunha Lima, seu fiel ex-rival articulador nos grotões da Paraíba.

Ricardo obteve expressiva votação mas não obtém maioria na Assembléia Legislativa. Não enviou UM, APENAS UM que fosse, deputado federal da sua legenda para Brasília e ainda vai ter que amargar a esperança de ver o STF decidir se autoriza ou não o registro de candidatura do seu coordenador de campanha para, assim, ter em quem se segurar nos próximos 4 anos e, ai (o perigo novamente), ficar dependente de Cássio, mais uma vez.

Se engana quem acredita friamente que a vitória de Ricardo Coutinho representa a vitória da Paraíba. Se enganou também quem acreditou que o Deputado Estadual, que criou leis contra empresários de transporte inter-municipal em favor de estudantes, que patrocinou, mesmo que com uma nota de R$ 20,00, as manifestações contra os deliberados aumentos de passagens na capital, quando eleito, seria uma força contra essa máfia que, com o aval do executivo municipal (agora estadual), só vem crescendo a passos largos, com concessões gratuítas de 20 anos e aumentos consecutivos.

Se enganou, profundamente, quem acreditou que o novo enterraria Maranhão e os Cunha Lima, para dar vez às vozes caladas da sociedade civil desorganizada.

Se enganou quem acreditou que “primeiro é preciso ganhar!”

Que Deus abençoe o nosso Estado daqui pra frente!

29 de out. de 2010

Ah! As eleições!

Eleições chegando. Ânimos se acirrando. Campanha acabando. Baixaria aumentando. Em vias gerais, pode-se dizer que esta é uma radiografia (mal-feita) do cenário eleitoral para o 2º turno. E, constatem: tanto em nível nacional como em local.

De um lado usam os (pré)conceitos religiosos para tirar da candidata do PT o foco no debate das idéias, da ideologia e do programa de governo, forçando-a a entrar no mesmo jogo sujo do qual a direitosa-extremista antiaborto e abortiva é craque. Do outro, aqui, no Estado, além de temas religiosos e preconceituosos usados de um lado, igualmente preconceituosa é a forma abordada por adeptos do maior time de futebol da Paraíba, RCFC, ao tratar do candidato a reeleição.

Regionalizando a discussão, podemos concluir que de ambos os lados a Paraíba terá de apelar muito para a sorte no futuro, quando se analisa unicamente O CANDIDATO. Contudo, antes de votar, sejamos coerentes em analisar o que está por trás deste e daquele candidato e, sobretudo, o que as alianças firmadas ainda para o 1º turno vai trazer para o governo para o qual confiaremos nosso voto.

Como já deu pra perceber que estou sendo tendencioso, sugiro que leiam o artigo publicado no dia 23 de outubro no Blog Democrático & Popular, intitulado “Quando a parte quer ser maior que o todo: eleições 2010 na Paraíba”, do cientista social David Soares, sobre o que representa uma aliança de um partido tido de esquerda (socialista) com outros dois tidos como de direita (social democrata), apesar do nome, e de extrema direita (democratas, only).

Quando se deixa a emoção de lado para dar vez ao pensamento reflexivo, as mentes se abrem!

Link para leitura: Quando a parte quer ser maior que o todo: eleições 2010 na Paraíba
Texto de David Soares: cientista social, realiza mestrado em Ciências Sociais na UFRN

23 de out. de 2010

O tiro e a culatra

Desde que se iniciou a campanha no 2º turno para governador aqui, pela Paraíba, a iniciativa tomada pela campanha de José Serra para macular a imagem de Dilma Rousseff, ainda no 1º, o uso de mensagens via correio-eletrônico, vem sendo copiada tanto por “ricardistas” quanto por “maranhistas”. E eu me enquadro nisso.

De todos, do lado azul-laranja, percebe-se muito mais um misto de fé e amor, que até mesmo alguns cristãos mais fervorosos sentiriam inveja (se isso não fosse pecado, claro) do que razão.

E, no meio dessa fé irrefutável , que se funde à um “q” de arrogância, ironia e preconceito contra todos aqueles que não declaram voto à Ricardo, percebi algo curioso. Já é do conhecimento de todos que a baixaria também tomou conta das caixas de e-mails de muita gente. São textos que perpassam por menosprezar um candidato que não tem o dom da oratória à uma suposta ligação do outro com forças ocultas para chegar aonde deseja. É óbvio que apesar de não acreditar em forças ocultas, não é difícil digerir que realmente este segundo candidato seja capaz de qualquer coisa para chegar onde quer chegar. Basta ver as suas alianças em 2004, com o PMDB, partido contra o qual sempre se indispôs, e agora, em 2010, com o PSDB/DEM, lengendas que fazem frente ao grupo que ele mesmo criou e manteve até o inicio deste ano e ao Projeto de Governo em nível nacional começado por Lula. Mas, retornemos aos textos dos e-mails.

Uma coisa me deixa sempre com a pulga atrás da orelha, e, lógico, alguém vai me questionar. Mas, desde já, quero deixar claro que isso que vou escrever mais adiante trata-se apenas de uma ligeira impressão que tive. Não necessariamente é a verdade absoluta. Pois bem , desses textos que falam sobre Ricardo e o satanismo. Percebam: das mais de 50 (cinqüenta) mensagens que recebi falando sobre isso, pelo menos 48 (quarenta e oito) eram de pessoas ligadas a Ricardo. Ou seja, eles deram muito mais atenção a essa estória do que a própria sociedade paraibana. Aliás, chegou primeiro para mim enviado por um amigo ricardista ao extremo. Então, faço o seguinte questionamento: Não teria sido um girassol que iniciara essas coisas com o intuito de fazer o Mago se passar por vítima novamente? Na dúvida, mando-lhes um recado: cuidado para o tiro não sair pela culatra.

17 de out. de 2010

Drogas

O fato de não se saber se uma pessoa que usou uma substância psicoativa uma vez por curiosidade será um dependente desta substancia no futuro é de veras preocupante.

Por curiosidade, na empolgação da balada, no pedido de amigos, geralmente não nos damos conta do perigo que corremos. Não que um usuário seja uma pessoa que mereça todo despreso, até por que, como foi dito no
texto de Liliane Castelões, a dependência química é doença, mas vamos ao fato, para explicar o que está por trás das drogas:

Além do fato de um usuário estar bancando o tráfico, as disputas por espaços e pontos de venda que levam a morte (uma verdadeira guerra), o dependente químico também está sujeito a entrar no confronto.

Primeiro vem a experimentação. "Nossa, se liga aê mano, vou impressionar aquela mina...", algumas drogas podem levar a dependência já no primeiro uso (é o caso do crack - droga derivada da cocaína que surgiu de uma jogada de marketing para se reaproveitar os 'restos' desta droga, pasta não refinada, adicionando-se bicarbonato de sódio e água, barateando sua produção e assim sendo de fácil comercialização, sobretudo nas comunidades e bairros pobres). Uma vez verificando a necessidade do uso frequente, o agora drogado tende a disponibilizar de todos os seus recursos para a compra do produto.

Daí vale empenhar todo o salário, na falta dele, bens duráveis e não-duráveis da família são roubados. Começam os conflitos com a família. Uma verdadeira bola de neve, por que, pra escapar das brigas em casa, o dependente tende a passar mais tempo fora dela e por sua vez, consumir mais drogas.

De repente, os familiares descobrem o "maconheiro" que têm em casa. Para uns, é o fim, para outros, quando há alguém com uma certa informação sobre o caso, vem o aconselhamento. Mas, a vontade de consumir é cada vez mais irresistível.

Quando não há mais o que levar da própria casa, o emprego também já se foi, nas mãos dos traficantes, o dependente é obrigado a roubar para manter-se vivo. Afinal, quem é que gosta de vender e não receber? E ai? Qual a saída? Ah, os amigos. Os atuais não, os de antigamente, aqueles que você deixou de falar por causa das drogas. Empréstimos para visitar tias doentes no interior, para pagar a conta de água que está atrasada, entre outras mentiras.

"Ufa! dessa passei!". Opa, será? Lá vem mais consumo e mais dívida. A alternativa agora é partir pro assalto. - Não que eu queira te matar, mas eu preciso do teu dinheiro, vai passa. O que? Não tem dinheiro? Passa o tênis, vai. O relógio, o celular. Passa, passa tudo, anda. - Quando dá sorte, tudo vai bem, o assaltado está aterrorizado, aos prantos, se sentindo humilhado. Coitado, trabalhou tanto pra ter aquele aparelho de celular e agora não o tem mais. Mais pra você foi uma conquista e tanto, vai trocá-lo por duas pedras ou por 10 bagulhos. Pelo menos o cara tá vivo, né? Ele teve sorte!

Quem não terá sorte por tanto tempo é você. De repente a polícia te prende. E a família? Desespero. Que mãe sonha um futuro desses pra um filho? E pra ela? Ter que passar por revistas nos dias de visita. "Abre as pernas, anda. Aqui mãe de bandido num tem vez não, vai". Mais você ainda deixou dívidas. Agora, o alvo é a sua família. Seus irmãos não dormem mais a noite com medo da casa ser invadida. Dentro do ônibus? Nossa, que tormento. Qualquer um pode ser o cara que quer acertar contas.

Tudo bem, vou parar por aqui. Até eu já estou ficando agoniado com tanta situação incomoda. Mais isto é a realidade. Sem contar com o que você já deve ter passado. Ver um dentento é uma coisa. Saber o que se passa nos presídios superlotados não é a mesma coisa de viver em um, de ser um detento. A vida que já não tinha mais sentido, agora então...

Para aqueles que ainda não foram tirar a dúvida de que vai ser ou não dependente fica apenas o apelo (já que conselho não se ouve): Caia fora! Seja qual for a situação. Caia fora.

Para os que descobriram, infelizmente, que são dependentes e hoje são usuários compulsivos: Procure um centro de tratamento ou de recuperação de dependentes químicos.

Na Paraíba são vários, pelo menos três são bastante conhecidos: Fazenda do Sol (ver matéria) e Fazenda Esperança, mantidos pela Igreja Católica e Centro de Recuperação Homens com Cristo, de um grupo evangélico. Procure ajuda de pastores e padres nas igrejas, eles saberão para onde te encaminhar.

Geralmente o tratamento é longo e caro, mas há sempre alternativas. Nunca desista. O Governo do Estado, através do CAPS-AD (Centro de atenção psicossocial - álcool e drogas), mantém um programa de tratamento e, se necessário, internamento num espaço criado dentro do Hospital Juliano Moreira. A prefeitura de João Pessoa também encaminha para tratamento na Fundação Cidade Viva. Em resumo, pode-se dizer que são disponibilizadas 20 vagas para internamento nesses dois ambientes, contudo, o acompanhamento médico pode ser feito nos CAPS indepentemente de o usuário estar internado ou não. Veja os links abaixo e saiba como utilizar os serviços.

O que está em jogo é muito mais do que apenas a sua necessidade de usar drogas. É a vida de seus familiares, de dezenas de pessoas que não têm nada a ver com a sua vida particular. Pense nisso e seja feliz!

Da Secretaria de Saúde doEstado:
http://www.wscom.com.br/noticia/paraiba/SES+INAUGURA+SERVICO+PARA+DEPENDENTES-91115

Da Secretaria de Saúde de João Pessoa:
http://www.onorte.com.br/noticia/128928.html

13 de out. de 2010

CIRCULAR 1500 e as eleições na Paraíba

Essa semana fui até um shopping de Manaíra (como se ninguém soubesse de qual shopping estou falando – mas a imprensa se utiliza desse artifício, também o farei) e, ainda na parada de ônibus, um pouco “estressado”, comecei minha viagem. Não a viagem até o dito shopping. Minha viagem sobre as eleições. E fiz comparações:

O motorista do ônibus, já um senhor, não sei, por volta dos 45, talvez, parou um pouco distante da parada. Parou distante e depois ultrapassou outros três ônibus que estavam na sua frente e, por pouco, não queimou a parada. Diminuiu a velocidade ao perceber que várias pessoas, inclusive eu, gritavam desesperados na eminência de perdê-lo, depois de esperar “séculos”.

Subi, irritado, e falei em alto volume, na direção do motorista, alertando-o (obviamente devo ter sido grosseiro com ele) para tomar cuidado em não queimar paradas, principalmente naquele horário, quando as pessoas estão saindo do trabalho, famintos, cansados e loucos para chegar no seu destino final. Ele retrucou, me chamou de “alma-sebosa”, no que lhe respondi que também haviam “almas-sebosas” na condução de veículos de transporte público.

Mas, o que tem isso a ver com eleições? O fato é que o senhor condutor certamente tinha uma meta a cumprir. Precisava chegar logo, em tempo pré-determinado, ao ponto-final, para concluir mais uma corrida. Para chegar ao fim, ele se utilizou da pressa, do artifício de parar fora da parada dos ônibus e, em alguns momentos, queimar paradas, e assim ir ganhando tempo. Ele não estava correto, se levarmos em consideração que a finalidade do transporte público é transportar pessoas, não importando o tempo que isso leve, e se utilizando das faixas à estes veículos destinadas, além de atender prontamente a todos que dele necessitem.

Nessa eleição nos deparamos com uma situação parecida. Parecida no sentido de que, para chegar a um fim, os meios foram atropelados. Não importa o que se faz, a partir de agora, para se ganhar uma eleição. Primeiro, é preciso ganhar! Essa frase pode ser vista e ouvida no youtube.

Se o condutor atrapalhou o transito, deixou algum passageiro para trás ou deu as famosas arrancadas bruscas que podem ter contribuído com o aumento de dores musculares de algum cidadão que por ventura estive, por exemplo, neste ônibus, notadamente ele trabalhou no sentido de causar mal-estar a alguém. Nessas eleições, o que se fez também causou um mal-estar a dezenas de milhares de pessoas.

Como no ônibus, chegar mais rápido ao ponto final, ilusoriamente, fez bem a quem já estava dentro dele, nessa eleição, também, ilusoriamente, ganhar vai fazer bem a quem está do lado de quem desviou os caminhos para ser eleito.

11 de out. de 2010

Igreja Católica prega o Golpe na Paraíba

Por Paulo Henrique Amorim
Conversa Afiada

Quer dizer, então, que a Igreja Católica brasileira voltou a 1964 e prega o Golpe do púlpito ?

Que Igreja é essa ?

É a do D Jaime de Barros Câmara, que subia no palanque do Lacerda para derrubar o Jango ?

A Igreja argentina, que benzia os torturadores nas masmorras ?

D. Aldo é um Pio XII ?

A CNBB não diz nada ?

O Núncio vai ficar calado ?

O Papa Bento XVI concorda ?

O Serra vai chamar D Aldo para rezar uma missa na Se, em defesa dos Valores e da Moralidade ?

O Paulo Preto vai se comungar ?

O Amigo navegante deveria ter uma idéia de como a Igreja Católica brasileira alistou-se na Guerra Santa para destruir a Dilma e eleger o santarrão do Serra.

Reproduzo e-mail do amigo navegante Mauricio:


Encontrei esta declaração extraordinária de Dom Aldo Pagotto no “youtube”!


Vejam o vídeo (não é vírus):

http://www.youtube.com/watch?v=j2q2DI9RsUo


Depois do vídeo, vejam o que os CATÓLICOS da diocese dele pensam sobre o próprio bispo:

Cristãos da Paraíba pedem afastamento de bispo por preconceito contra os pobres
Terça-feira, 5 de outubro de 2010 – 10h17min
Em nota pública, dirigida ao Vaticano e à CNBB, um grupo de lideranças da Igreja Católica da Paraíba e de outros movimentos sociais pediu a substituição do bispo católico de João Pessoa, Dom Aldo Pagotto. O bispo é acusado de preconceito contra os pobres e de desrespeito para com lideranças comprometidas com a causa popular. Sentindo-se “agredidos por suas palavras e atos”, as lideranças afirmam que o bispo trata “os pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses”. Veja a íntegra da denúncia:

João Pessoa, 09 de setembro de 2010

Ao Sr. Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri
Ao Sr. Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha
Ao Sr. Presidente do Regional Nordeste II da CNBB, Dom Antônio Muniz Fernandes
Aos membros das instâncias colegiadas da Arquidiocese da Paraíba
Srs. Bispos, nossos Irmãos,

Em carta aberta, nós, Leigos, Leigas, Religiosas, Religiosos, Diáconos e Presbíteros da Arquidiocese da Paraíba, abaixo-assinados, dirigimo-nos respeitosamente aos Srs. Responsáveis pelas diferentes instâncias eclesiais, inclusive as instâncias colegiadas da CNBB, da CNBB Nordeste II e da Arquidiocese da Paraíba, para externar-lhes nossas profundas inquietações em relação à situação comprometedora de nossa Arquidiocese, tendo em vista a já longa sequência de atos deploráveis REITERADAMENTE cometidos pelo Sr. Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, desde o primeiro ano de sua chegada a essa Arquidiocese (cf. documentos anexos), principalmente no tocante ao seu relacionamento sistematicamente desrespeitoso e preconceituoso em relação aos pobres, à maioria das pastorais sociais (que não apenas não têm contado com seu apoio, antes têm sido por ele hostilizadas). Atos dessa natureza se sucedem, sem qualquer sinal de mudança de atitude por parte de Dom Aldo. Entendemos chegada a hora de apelarmos a quem tem o dever de se posicionar claramente sobre tal situação, que só tende a agravar-se, caso continue prevalecendo o silenciamento ou a omissão diante da lista considerável de atitudes de desdém ou de humilhação a tudo que diga respeito, por exemplo, às CEBs, à CPT, aos leigos, leigas, religiosas ou até a padres e outros grupos pastorais comprometidos com a causa dos pobres, com igual atitude em relação aos movimentos populares, constantemente agredidos por suas palavras e atos, tratando aos pobres com arrogância e desprezo, enquanto trata com privilégio os ricos e poderosos e seus respectivos interesses. Para tanto, não hesita em apelar, quando lhe convém, e de forma unilateral, aos rigores do Código de Direito Canônico, como o fez em relação à suspensão de ordens do Pe. Luiz Couto.

Seu mais recente ato de desrespeito e de preconceito contra os pobres e suas legítimas demandas se deu por meio da imprensa local – na qual aparece com uma freqüência pouco recomendável a um pastor de quem se espera discrição e prudência. Desta feita, numa atitude de afronta a um pleito legítimo e justo como é o Plebiscito pelo limite do tamanho da propriedade da terra, no Brasil, medida já tomada inclusive por diversos países, inclusive a Itália, bandeira amplamente consensual entre as organizações de base da sociedade brasileira (pleito assumido pela CNBB, pelo CONIC e mais de cinqüenta entidades e movimentos populares) e que tem fundamento na própria Doutrina Social da Igreja e nos Documentos da CNBB.

Eis que, sem tomar em conta sequer os documentos que fundamentam a iniciativa, Dom Aldo Pagotto vai ao Correio da Paraíba, em coluna assinada pelo mesmo, em artigo publicado a dois dias do início do referido Plebiscito, e trata de questionar – já a partir do título capcioso de seu artigo “Limite à propriedade produtiva?”- a validade do Plebiscito, tecendo insinuações injuriosas- inclusive de roubo – contra os pobres e contra os movimentos populares. Não contente com a desfeita, volta à sua coluna semanal de domingo, dia 5 de setembro, em pleno período de realização do referido Plebiscito, para reiterar sua posição.

Diante desses fatos graves, em que é o próprio pastor que se mantém intransigente em seu comportamento sistemático de semear o divisionismo em seu rebanho, vimos solicitar encarecidamente às diferentes instâncias eclesiais que os Srs. representam, a substituição do atual arcebispo, Dom Aldo Pagotto, convencidos que estamos, por fatos concretos de que ele não atende aos requisitos pastorais e pedagógicos de um pastor, no cuidado de seu rebanho.

Confiantes em sua prudência pastoral, e aguardando seu pronunciamento e as providências urgentes que o caso requer, expressamos-lhes nossas saudações fraternas.

Alder Júlio Ferreira Calado – Diácono
Elias Cândido do Nascimento – Leigo, Coordenador do MTC/NE-II
Genaro Ieno – Ex-Agente de Pastoral Leigo
Rolando Lazarte – Sociólogo, ex-professor da UFPB
Lívia Lima Pinheiro – Leiga, ex-Membro da Equipe Exec. Setor Juvent.
Romero Venâncio Júnior – Leigo, Professor Universitário
Genielly Ribeiro da Assunção – Leiga
José Brendan Macdonald – Leigo, Assessor na formação de jovens do meio popular
Eduardo Côrtes Aranha – Leigo
Antônio Alberto Pereira – Professor da UFPB
Ricardo Brindeiro – Animador das Pastorais Sociais
Arivaldo José Sezyshta – Coordenador do Serviço Pastoral dos Migrantes do Nordeste
Maria Angelina de Oliveira – Ex-Coordenadora da JOC (nacional e internacional)
José Gilson Silva Alves – Dirigente Sindical (SINTER – PB)
Luiz Lima de Almeida – Dirigente Sindical (SINTR – PB)
Renato Paulino Lanfranchi – Leigo, ativista de direitos humanos
Raimundo Nonato de Queiroz – Educador de Jovens Cristãos
Luciano Batista de Souza – Nós Também Somos Igreja
Luciano de Sousa Silva – Professor da UFPB
João da Cruz Fragoso – Leigo, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
José Marcos Batista de Moraes – Assessor da Past. Juventude/ C.G
Gilma Fernandes B. Madruga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Samantha Pollyanna M. Pimentel – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Íris Charlene Lima de Abreu – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
Janaína Brasileiro Formiga – Leiga, Educadora de Jovens Cristãos
José Washington de Oliveira Castro Júnior – Leigo, Educador de Jovens Cristãos
Magdala Cavalcanti de Melo – Leiga, membro do Grupo Nós Também Somos Igreja
Valdênia Paulino Lanfranchi – Advogada de Direitos Humanos
Pedro Ferreira de Lima – Diretor do SINTRICOM
Luiz Muniz de Lima – Diretor do SINTRICOM
Maria José Moura Araújo – Projeto Sal da Terra
Erasmo França de Sousa – SINTRICOM
Josiana da S. Ferreira – SINDTESP
José Laurentino da Silva – SINTRICOM
Ednalva Costa da Silva – SINTRICOM
Rafaela Carneiro Cláudio – Leiga, Coord. Assembléia Popular
Adenilton Felinto da Silva – Leigo – Educador Popular
Rosa Lisboa – Leiga – Educadora Popular
Gleyson Ricardo A. de Melo – Leigo, Assembléia Popular
Dora Delfino – Leiga, Rede de Educadores do NE
João Batista da Silva – Leigo
José Santana – SINTRICOM
Eulina Pereira Ferreira – Projeto Sal Terra
Gilberto Paulino de Oliveira – CUT
Edmilson da Silva Souza – Leigo
Francisco D. H. dos Santos – Leigo
Eliana Alda de F. Calado – Leiga
Maria de Oliveira Ferreira Filha – Professora da UFPB
Nilza Ribeiro – Leiga