16 de abr. de 2012
29 de fev. de 2012
E a ética do jornalismo?
Visivelmente desesperada, uma senhora, mãe de um adolescente que, segundo o jornalista que cobriu o caso, tinha envolvimentos com drogas, embora a mãe só tenha vindo à saber pela matéria publicada no jornal, presta declarações, aos berros, obvio, pela morte do filho, à singular figura da imprensa que futuramente veio a faturar algum percentual da venda de panos de prato no jornal policial do meio-dia.
Essa situação é tão corriqueira quanto o ato de defecar, urinar, comer ou beber água. Essa situação é tão humilhante quanto defecar em praça pública, ser impedido de urinar pela PM, não ter o que comer ou tomar água insalubre e morrer à porta de um hospital por falta de assistência.
Mais, se a situação é tão humilhante, e se vivemos beirando o século XXII, porque os defensores dos direitos humanos abaixam a cabeça quando o assunto é jornalismo policial? Melhor! Por que as autoridades, sejam elas governamentais ou policiais, jamais tomaram qualquer atitude para manter as integridades morais de centenas de mães que, como a do caso acima, prestam informações a bandidos transvestidos de jornalistas que faturam milhares de reais com a exploração do sofrimento alheio?
Será que por serem pobres, negros, mulheres, viciados, marginais (à margem de que?), estes têm por obrigação o financiamento da venda da NARCISO no telejornal policial que jorra sangue e deprime famílias inteiras dia-após-dia sempre ao meio-dia? A classe média também passa por situações semelhantes e sequer temos noticia, nem uma nota nos jornais. Então, o que os difere?
Essas respostas eu não tenho, mas sito abaixo alguns trechos do chamado Código de Ética dos Jornalistas, publicada no sítio http://saladeimprensa.org/art897.pdf e disponível para baixar.
No Capítulo II, Da conduta profissional do jornalista, o artigo 6° relata de forma clara que, entre os deveres do profissional está: VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do cidadão. O artigo seguinte diz o que não pode ser feito pelo jornalista – Artigo 7° - O jornalista não pode: IV - expor pessoas ameaçadas, exploradas ou sob risco de vida, sendo vedada a sua identificação, mesmo que parcial, pela voz, traços físicos, indicação de locais de trabalho ou residência, ou quaisquer outros sinais; V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o crime.
O Capítulo IIIO artigo 9° fala da responsabilidade do jornalista, entre elas os artigos 9°: A presunção de inocência é um dos fundamentos da atividade jornalística. Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações: II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes.
Além de imoral e ir de encontro com as deliberações do código de ética profissional, a irresponsabilidade dos meios de comunicação nas coberturas de acidentes, assassinatos, ações policiais e outros delitos que deem cara de matéria policial pode causar danos irreparáveis à pessoa. Imagine a situação do pai que, retornando de uma viagem, assiste à TV num restaurante qualquer e se depara com a notícia da morte trágica de seu filho!
Ainda nessa mesma perspectiva, veicular todos os dias, a violência nas comunidades tidas como de baixa renda (uma vez que não existe violência nos bairros nobres, praticados por seus moradores), faz com que as pessoas destas localidades aceitem essa violencia como algo natural, do cotidiano e, como num efeito borboleta, passem a praticá-la.
Isso sem contar com as matérias forjadas pelas emissoras, anunciadas tão comumente nos filmes de bang-bang atuais.
Alguém acredita em uma saída para esse caos televisivo?
Proponho que assista “Abaixando a máquina”
Proponho também que assista este vídeo abaixo. É uma prova de que vale tudo nesse jornalisto seboso. Inclusive difamar o trabalho de agentes de segurança pública:
Proponho também que assista este vídeo abaixo. É uma prova de que vale tudo nesse jornalisto seboso. Inclusive difamar o trabalho de agentes de segurança pública:
2 de fev. de 2012
João Pessoa ainda tem jeito
Em meio a tantas notícias ruins, ingerências de toda sorte em todos os níveis dos serviços público e privado, caos no transito, violência e consumo de drogas, desrespeito, falta de ética, de profissionalismo, de amor ao próximo, ganância, arrogância..., enfim, pude presenciar algo que me fez respirar um ar de esperança.
Hoje, um motorista da linha 3510, Bancários/Pedro II, me cumprimentou ao subir no ônibus. Mais a frente, levemente pisou no freio e deixou que um motociclista, numa ultrapassagem indevida, passasse o seu veículo e retornasse à pista correta. Seguindo, parou em todos os pontos onde foi solicitado, aguardou que todos subissem, ou que todos descessem, antes de recolocar o carro em movimento, e logo após ter fechado as portas. Sorriu, falou sozinho, brincando com a atitude de um motorista que mudou de faixa sem sinalizar. Parou na faixa de pedestres para uma senhora atravessar a rua. Não queimou nenhuma outra parada destino adiante. Não freou bruscamente uma só vez. Cumprimentou todos os passageiros que desciam e os que subiam pela porta da frente. Não xingou a mulher que não sabia o que fazer quando o carro, na frente do ônibus, ‘morreu’. Não buzinou porque o carro da frente não saiu milésimos de segundos depois do sinal ficar verde.
Agora, entediado por este texto enorme (uma vez que você não está habituado a ler textos grandes nesse blog :D), você se pergunta: “mas o que isso tem de mais?”
A resposta é grosseira: Nada. Ele não fez nada demais. O motorista do ônibus da TransNacional de número 0749, da linha 3510-Bancários/Pedro II, que circulou nesse trecho entre 09h10 e 09h30 da manhã do dia 02 de fevereiro de 2012 – quinta-feira, não fez nada além do que o seu ofício de condutor de veículo de passageiros lhe obriga. Mas ele fez diferente do que todos os outros motoristas dessa linha fazem.
Daí, já sabe, né? Desci do ônibus, peguei outro, um 104-Bairro das Indústrias, e tudo voltou ao seu aNormal.
29 de jan. de 2012
Frejat, João Pessoa e o Rock que nunca morre
Tinha tudo pra ser apenas mais um show com uma multidão que não tinha outra opção, num sábado, na praia de Tambaú.
João Pessoa tem dessas coisas. De repente, um evento, organizado pelos gestores públicos, aproveitando a alta estação, hotéis lotados. Daí, coloca qualquer coisa que o povo gosta. Duas latas batendo uma na outra e já se tem um montão de gente ali.
Enfim! Mas voltando ao sábado, em Tambaú... como disse, tinha tudo pra ser apenas mais um show, minguado, como os anteriores desta edição do 'Estação do Som'. E Frejat? Nem é tão conhecido assim. Nem era o Barão Vermelho.
Quando as pessoas com as quais eu tentava montar o grupo pra ir curtir o show, todos diziam exatamente isso, e mais: “E quais músicas ele toca mesmo? Tu conhece alguma?” De pronto lembrei do show do Biquini Cavadão, em 2005. Um bando de ‘Zé Ninguém’ nunca tinha sequer ouvido falar de uma das grandes bandas de Rock BR dos anos 80. Mas, é óbvio! Por aqui só tocam forrós estilizados, axés e um punhado de pagode. De quando em quando aparece alguma coisa diferente, mas não foge muito do gosto da ‘galera’: sertanejo!
Certo, mas voltando mais uma vez ao show. Dificuldade pra estacionar (como sempre) e já chego com a festa rolando. Pra minha surpresa, muita gente nova cantando os sucessos de outros artistas que Frejat fez questão de colocar no repertório. Além destas, as de composição com Cazuza causaram efervescência na turma toda. Ninguém ficava parado quando as músicas da Legião Urbana eram tocadas. Um passeio pela Soul Music e os sucessos que até então me perguntaram se eu conhecia vinha a tona. As músicas da carreira solo de Roberto Frejat não foram menos entoadas que as do restante do show, nem as da época do Barão.
Lá se vai a primeira e maior parte do espetáculo, e, no BIS, como quem retorna ‘Pra Recomeçar’, com o público ainda extasiado, lá se vai uma, duas, e na terceira e última música, uma surpresa. Bruno Gouveia sobe ao palco e, com o jeitão 'Exagerado' de quem conquistou o povo pessoense, apimenta ainda mais a noite, que já era quente por natureza. Quem não foi pode imaginar o que aconteceu na areia daquela praia. Quem foi, talvez ainda não consiga externar o que sentiu.
De fato, as circunstancias me lembraram o show do Biquini Cavadão de 2005. E, como com o Biquini, ‘Daqui até a eternidade’ todos passarão à condição de fãs de Roberto Frejat.
2 de jan. de 2012
Novas cores, velhas práticas
Hoje ficou definido o novo valor para o tão esperado (para os empresários) aumento das passagens de ônibus. Como era de se esperar, ele aconteceu, de verdade.Apesar de este ser um ano de definições políticas, ou seja, ano eleitoral, o famoso “QUEM?” estufou o peito e concedeu o bônus anual aos pobres e famintos empresários do setor de Transporte Privado.
A prática, porém, foi uma velha conhecida do povo pessoense. Diferente dos anos em que o “Mago” esteve à frente da prefeitura, o atual prefeito recorreu ao ruim e velho Cícero Lucena, numa manobra midiática para confundir e agradar a população, cedendo um aumento menor do que o “almejado” pelos donos dos ônibus da cidade. Ao invés de R$ 2,30, o bom gerente do município derrubou 10 centavos para não penalizar os seus propensos eleitores e “só” autorizou o reajuste para R$ 2,20 e ordenou que toda a imprensa que faz parte do "seu esquema" divulgasse o ato.
Dentre tantas e tantas possibilidades a serem listadas, essa é apenas mais uma prática igual aos velhos e combatidos ex-gestores da capital. Já o discurso...
Foto: http://blig.ig.com.br
19 de dez. de 2011
Atenção, todos! Bico calado! O aumento é esse e ponto final!
Se valendo da falta de organização, de unidade, de apoio da sociedade e, sobretudo, do estatuto da Polícia Militar, que prevê que nenhum membro desta corporação poderá se reunir com pretensões de discutir melhorias nas condições de trabalho e salário (o que chamam de motim), podendo, inclusive, serem presos, o Governo do Estado lança mão do novo aumento para o funcionalismo público, com diferencial para esta categoria (desorganizada, desunida, desapoiada e dessindicalizada (neologismo???).
Como não fosse pouco atropelar a chamada PEC 300 da Paraíba, derrubando-a junto ao poder judiciário, e não cumprir a lei de remuneração aprovada na era Cássio, que previa um aumento de 15% lá em dezembro de 2010* (exatos doze meses atrás), o governador RC da Paraíba anunciou que o aumento para os policiais será dado em forma de gratificação, jogando pelo ralo uma conquista (também da era Cássio) que as unificava. Segundo o que diz matéria do G1 Paraíba, a PM receberá uma bolsa desempenho que terá variação entre R$ 260,00 e R$ 1.000,00.
Se o Governo da Paraíba fosse um veículo de transporte público, eu diria que ninguém segura esse trem!
(*) O aumento de 15%, previsto para o mês de dezembro de 2011, deixou de ser pago porque a famosa PEC 300 da Paraíba seria implementada no mês subseqüente. Dessa forma, com uma outra lei de remuneração, aquela primeira teria sido substituída. Em a segunda lei sendo considerada nula, a lógica previa o retorno da anterior, o que não aconteceu.Se o Governo da Paraíba fosse um veículo de transporte público, eu diria que ninguém segura esse trem!
29 de out. de 2011
CPMF? A quem NÃO interessa?
Essa semana, durante a diplomação do senador Cássio Cunha Lima, ouvi da boca deste, e em canal aberto de televisão, que no senado, o ex-governador da Paraíba iria combater a Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira – CPMF. Mas, porque as emissoras de TV e muitos políticos de prestígio e, principalmente de oposição ao governo federal, e até alguns aliados, são contra o tal imposto?
Vejamos! Quando você coloca combustível no seu carro, ou compra uma roupa, um calçado, um imóvel, sobre todas essas operações incidirá alguma cobrança. Se você é empresário, micro ou mega, também contribui de alguma forma para os cofres públicos. Contudo, tendo você perfazendo um salário mínimo ou recebendo como um juiz de direito, de repente, algo em torno de 28 mil reais, comprando algo, como dito antes, seja gasolina pro carro, ou o tênis pra ir trabalhar, a taxa será a mesma. Para entender melhor veja um exemplo, com percentuais fictícios:
Você compra um tênis de marca por R$ 245,00. Na Paraíba, o ICMS, que é o imposto pago por circulação de mercadorias e prestação de serviços, é de 17%. Recorrendo à calculadora do “Windows" e aplicando uma regrinha de três básica, verifica-se que o valor pago como contribuição para o Estado é de R$ 35,60. Esse valor pago a mais não varia de acordo com o seu salário, receba você R$ 600,00 ou R$ 28.000,00. Nesse caso, obviamente, a contribuição fica muito mais pesada para quem recebe menos, porque 35 reais se reflete em um percentual maior para quem recebe um salário mínimo do que para quem recebe 51 vezes mais.
No caso do CPMF, a contribuição é feita de acordo com o valor da transação. Se você movimenta no banco, o seu salário, que estou estipulando como sendo mil reais, por exemplo, e tomando como base que o imposto fosse de 1% (claro que não chegaria a tanto, mas pra facilitar os cálculos fiquemos com um por cento), você contribuiria com R$ 10,00 para o fundo de saúde. Porém, se seu salário é de 30 mil reais, e você fosse movimetá-lo todo de uma só vez, pagaria agora R$ 300,00. Agora, imagine os magnatas, os políticos, banqueiros ou quaisquer outros cidadãos que movimentam milhões por dia!
Se você conseguiu acompanhar o raciocínio, agora pode perceber porque tanto a mídia (que tem como detentoras umas nove famílias que lucram bilhões por ano) como os nossos representantes políticos insistem tanto em barrar a CPMF. E é justamente a mídia que manipula nossas vontades, deturpa informações e nos faz também sermos contra o imposto do cheque.
Pensem nisso! Ah! E comente aqui este texto!
Imagem retirada de:
28 de jul. de 2011
Postagem curta
Desde que vendi meu carro não andava tanto por tantas ruas na cidade. E sabe o que eu encontrei por ai?
Buraco, buraco, buraco!
O que está havendo com a cidade? Cadê o asfalto? Meninos! Não respeitam nem mais as ruas por onde passam as linhas de ônibus. E a depreciação? Os empresários não reclamaram?
Ah! Também vi muita, mas muita sujeira pelas ruas. E não falo de sujeiroa engravatada não, porque isso eu deixo pra Dércio falar no blog dele. Falo de lixo mesmo. Aquele lixo que enriquece superintendentes de autarquias e empresários laranjas (laranjas no bom sentido, não no sentido de ser do partido laranja).
Sabe o que eu não vi? Aqueles coletores de lixo, dos quais a Emlur informa gastar milhares de reais por mês para substituir os danificados. Não vi nem os danificados.
Contudo, continuo na torcida para que nossa cidade continue sempre bela e convidativa ao turismo, mesmo que essa não seja a vontade de muitos!
Buraco, buraco, buraco!
O que está havendo com a cidade? Cadê o asfalto? Meninos! Não respeitam nem mais as ruas por onde passam as linhas de ônibus. E a depreciação? Os empresários não reclamaram?
Ah! Também vi muita, mas muita sujeira pelas ruas. E não falo de sujeiroa engravatada não, porque isso eu deixo pra Dércio falar no blog dele. Falo de lixo mesmo. Aquele lixo que enriquece superintendentes de autarquias e empresários laranjas (laranjas no bom sentido, não no sentido de ser do partido laranja).
Sabe o que eu não vi? Aqueles coletores de lixo, dos quais a Emlur informa gastar milhares de reais por mês para substituir os danificados. Não vi nem os danificados.
Contudo, continuo na torcida para que nossa cidade continue sempre bela e convidativa ao turismo, mesmo que essa não seja a vontade de muitos!
3 de jul. de 2011
Baixaria na mídia - Fórum de ética e mídia se prepara para lançar campanha na Paraíba
Por: Juliana Lichacovski ( Jornal da Paraíba )
Preocupados com a falta de respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão em programas de rádio e TV veiculados no Estado, a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), a Associação Paraibana de Imprensa (API) e o Sindicato dos Jornalistas darão início este semestre à campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”. Na segunda-feira, dia 4, as entidades devem se reunir na sede da OAB-PB para dar início à estruturação da campanha, que será lançada no dia 30 de julho, durante uma audiência na sede da OAB-PB. A ação tem o objetivo de conscientizar as empresas jornalísticas de seu papel social e as empresas patrocinadoras desses programas para a vinculação de sua marca ao incitamento ao crime, atentados aos direitos humanos de minorias, preconceito racial, homofobia, dentre outras violações aos direitos humanos e cidadania propagadas através dos programas.
De acordo com o advogado, membro da Comissão do Fórum de Ética e Mídia da Paraíba e representante da OAB-PB, Alexandre Guedes, a partir do lançamento da campanha, será realizado um acompanhamento permanente da programação de rádios e TVs de todo o Estado. “Vamos publicar uma lista dos programas que incitam o preconceito, a apologia ao crime e não respeita a ética jornalista”, disse. O advogado informou que durante a campanha no Estado, a população também terá meios para denunciar todo e qualquer conteúdo de incitamento ao crime, o preconceito racial e a homofobia, bem como qualquer conteúdo que ataque as minorias, crianças e adolescentes.
Além disso, as entidades que estão à frente do movimento pretendem debater o tema com os anunciantes, que segundo Alexandre Guedes, são os maiores financiadores dos programas que desrespeitam a Constituição, a cidadania e os direitos humanos. Eles serão chamados pela Comissão do Fórum de Ética e Mídia da Paraíba para conscientização quanto ao exercício de sua responsabilidade social e cidadania junto à comunidade. “O trabalho da campanha é estratégico. É muito difícil retirar esses programas do ar por força da autorregulamentação, já que esses programas possuem alta audiência das classes C e D. Nosso objetivo, então, é trabalhar junto às empresas que financiam esses programas para que eles tomem a decisão de colocar um fim nisso, deixando de patrocinar esses programas, que não se sustentam sem seus anunciantes”, explicou o advogado.
Para o coordenador do curso de Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Dinarte Bezerra, as empresas de comunicação também devem ser cobradas. “A notícia é uma mercadoria, então, também se deve enquadrar a empresa de Comunicação no Direito do Consumidor”, destacou. A presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API), Marcela Sitônio, destacou, porém, que a campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” não tem a intenção de ser contra o profissional de Comunicação à frente desse tipo de programação.
“Queremos melhorar a programação no Estado e fazer com que certos temas deixem de ser banalizados”, lembrou a presidente, destacando que após o lançamento da campanha, programada para o dia 30 de julho, uma Comissão, formada por representantes da OAB-PB, Associação Paraibana de Imprensa (API) e Sindicato dos Jornalistas, terá a incumbência de fiscalizar o conteúdo veiculado em rádios e TVs do Estado.
DENÚNCIAS
A campanha ‘Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania’ nasceu em 2002, fruto de deliberação da VII Conferência Nacional de Direitos Humanos e é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. O espírito da decisão foi criar um instrumento que promovesse o respeito aos princípios éticos e os direitos humanos na televisão brasileira. A nível nacional, qualquer conteúdo pode ser denunciado através do número 0800-691-619. A ligação é gratuita.
Segundo o site www.eticanatv.com.br - em 2010 foram fundamentadas 217 denúncias em todo o país. No ranking dos mais denunciados estiveram o programa ‘Pânico na TV’ (Rede TV), ‘Brasil Urgente’ (Band TV), ‘Se liga Bocão’ (Rede TV), ‘A Fazenda’ (Rede Record) e o programa ‘Chumbo Grosso’ (Rede TV).
***
Este texto me lembrou um artigo, postado neste blog e no portal do Brasil Escola, cujo tema é o mesmo e o título é Ética Versus Baixaria: Controlar não é Censurar - Um fim bem promissor para a televisão brasileira.
Leiam!
19 de mai. de 2011
E agora, José - Vol. 2
Mais uma vez me atrevo a escrever sobre o cenário político da Paraíba. E faço saber que, durante todo o período pré e eleitoral, denunciei que o senhor altivez Ricardo Coutinho se encaminhava para uma encruzilhada, na sua sede de conquistar tudo, doendo em quem doer.
As reflexões que foram postas neste mesmo blog, nos textos e também nos comentários de alguns leitores mais lúcidos, davam conta de que, em suma, a aliança PSDB/DEM/PSB não traria melhoras para o Estado em hipótese alguma e que, a reboque, não seria em nada proveitoso para os “laranjas” aficionados do PSB. Os registros previam que, entre o segundo semestre de 2011 e todo os três últimos anos do governo ricardista, haveria tensão provocada, sobretudo, pelos apaixonados por Cássio.
É possível localizar um trecho onde David Soares diz quais seriam as palavras do ex-governador para se distanciar de Ricardo. Segundo ele, Cássio Cunha Lima iria para a imprensa despejar que por alguns meses tentou trabalhar com Ricardo mas estava dando murro em ponta de faca. Em outras palavras, Cássio sairia como bom moço e jogaria o “Mago” na cova dos leões.
Ora! Devo reconhecer que, de certo modo estivemos errados. Pois vejam, nem bem o semestre foi concluído e o Sistema Paraíba de Comunicação não só se distanciou do governo estadual como dia após dia traz uma novidade acerca da chamada quadrilha do Coletivo Ricardo Coutinho. São denuncias atrás de denuncias e até um programa novo de rádio, voltado exclusivamente para causar “polêmica” com essas denuncias que deixam os cabelos brancos do governador cada vez mais branco.
O que estaria por trás disso?
Sabemos que, historicamente, grupo Cunha Lima e Sistema Paraíba comungam do mesmo pensamento político, transcrito nas entrelinhas das editorias dos jornais impressos e televisivos. Então, se a Rede Paraíba se pintou de laranja durante todo o ano de 2010, porque então vem fazendo campanha acirrada contra Ricardo? Será que o elo Cunha Lima/TV Paraíba se rompeu? Eu não apostaria nisso.
Contudo, fica o alerta para aqueles que acreditaram que a aliança foi necessária e que PSB e PSDB/DEM poderiam quebrar o retrovisor e olhar para a frente, numa perspectiva de novos rumos para o Estado. Realmente, estas siglas não são farinhas do mesmo saco, porque no saco do PSDB não há espaço para políticos emergentes. Alguém lembra de uns certos Dr. Júnior e Cozete Barbosa?
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