7 de abr. de 2011

FW: Correio Verdade e jornalismo-piada que manipula...

Recebi por e-mail este texto mais do que urgente, e resolvi postá-lo no Cidadão Silva.

A TV paraibana nunca foi tão ridicularizada. As mortes transmitidas das 12 às 13h, que já eram prato principal dos almoços de muitos paraibanos "vidrados" no correio verdade agora estão do jeito que o jornalismo imprudente sempre sonhou: as pessoas riem da desgraça alheia e a bandidagem ainda vira melô, hit musical...
Pois é, as novas celebridades do jornalismo local não são reconhecidos por seu trabalho sério e competente em informar...não são visto pelo Brasil como repórteres que elevam a Paraíba...são reconhecidos em toda a parte, mas, como o próprio Portal Correio anunciou em 2010, " Agora, toda a Paraíba vai ver e conhecer a força, a alegria e a irreverência de Samuca Duarte e Emerson Machado." É mesmo uma pena que estivessem falando de um programa policial...
Sucesso no you tube, orkut e afins, a "dança do mofi" é unanimidade: agrada tanto aos cidadãos de bens quanto aos bandidos. As crianças, incentivadas até mesmo pelos pais, colocam a camisa na cabeça e com os braços para trás dançam e aumentam a popularidade do jornalismo que todas as tardes ri da falta de consciência de uma população que já acostumada com a impunidade, resolveu aceitar que ela virasse piada.
Tratados como "amigos" (já que são a audiencia), os criminosos até gostam das brincadeiras, afinal de contas, nem é assim tão grave o que eles fazem...
...
Para mim, parecia que já tinham usado e abusado de todas as armas do sensacionalismo, mas mostraram que não: no dia 31 de março o telejornal foi transmitido em pleno Mercado Público de Mangabeira, e é claro, com direito a palco e plateia. A cada notícia de mais uma entrada no Hospital de Emergência e Trauma ou de uma briga em bar que acabava em morte, uma música era tocada pela banda que estava participando do Caravana da Verdade. Lágrimas, perdas e outras tristezas que merecem respeito (seja por quem for), viraram show. Um show desejado e aclamado por muitos telespectadores. Ah, a ideia contraditória e doentia da contratação da banda foi anunciada no prórpio Portal Correio, com as seguintes palavras:" A Banda Identidade Baiana realizará um show para animar ainda mais o evento, das 11h às 14h."
Samuka Duarte, Emerson Machado ( Mô- fi), Marcos Antonio (O Àguia), Josenildo Gonçalves (O Cancão da Madrugada) e toda a equipe de edição do Correio Verdade conseguem, dia após dia, tornar animadas as refeições de paraibanos que não se importam em almoçar frente às cenas de corpos perfurados e poças de sangue humano. Creio que não conseguem, com a mesma eficácia, tornar menos dolorosa a sina de uma mãe que sente a dor de ter um filho que agora é presidiário, de parentes de uma criança que morreu acidentalmente ou de um pai, que vê seu filho destruído pelas drogas, morto e servindo de audiência para um programa de humor chamado Correio Verdade.
Não sou jornalista. Sou nutricionista, mas antes disso, cidadã. Incomodada com o desprezo explícito à vida humana senti a obrigação de pedir a todos os meus contatos que repensem seus valores de respeito e dignidade à vida sempre que pensem em assistir esse e outros programas que indiquem sinais tão fortes de insulto a nós, telespectadores. Insulto a nossa capacidade e direito de exigir jornalismo de qualidade em palavras e atitudes.
Se concorda, repasse o email. Quanto mais as pessoas se conscientizarem dos "pequenos" males que nos envolvem com graça e alguns risos com gosto de sangue, mais chance teremos de exercer e usufruir daquilo que chamamos de cidadania. Merecemos mais respeito.
Atenciosamente,
Elaine Oliveira
Nutricionista e Personal Diet

24 de mar. de 2011

Em guerra avisada, só morre quem quer

Dias desses, Dércio, o mais anti-ricardista comunicador da blogosfera, imprimiu em seu portal uma constatação quase que óbvia, pelo menos para quem leu todos os post do Cidadão Silva e também os comentários escritos acerca destes textos.
Trocando em miúdos, Dércio revela que Cássio, ex-governador, ex-aliado de Maranhão, agora ex-cassado pela justiça, está prestes a se tornar um ex-aliado de Ricardo. Tudo graças à decisão do Supremo Tribunal Federal que, além da cadeira no senado, lhe entregou plenos direitos eleitorais.
Isso resume-se a um fato com o qual Ricardo não contava: Cássio pode se candidatar a governador em 2014. Da mesma forma, o mago não contava com a entrega do governo do Estado à Maranhão, em 2009, o que pôs abaixo a aliança travada desde 2004.
Mais abaixo, listarei os links de todas as postagens referentes a este tema, para que você não precise perder tempo procurando. Mas, atenção! Leia os textos e leia também os comentários. É fundamental para entender alguns posicionamentos meus em relação ao atual governador do Estado, Ricardo Coutinho.
Contudo, para os que não lerão, quero que façam a seguinte reflexão:
Se em 2004, Ricardo estava ao lado de José Maranhão, na prefeitura da capital, com um vice-prefeito do PMDB; se em 2006 o então prefeito saiu de leste a oeste pregando que Maranhão era a salvação; se em 2008 manteve a aliança em troca da reeleição, mesmo já dando sinais de uma possível traição quando não abriu mão de entregar a vaga de vice ao PMDB; se em 2009 com a cassação de Cássio, a ida de Maranhão para o governo abalou os sentimentos do prefeito, uma vez que com a máquina na mão, o “véi” jamais abriria mão da reeleição; e se no mesmo ano Ricardo mudou de idéia, se aliou a Cássio (o mesmo de antes, sem tirar nem pôr, só que cassado) e pregou, agora no sentido inverso, de oeste a leste, que Cássio é que era o salvador da história (mesmo que ele – RC – não tenha reconhecido que errou em eleições anteriores); e agora, depois de ter feito o pior e mais trágico inicio de governo da história da Paraíba, e com Cássio tendo, como uma Fênix, ressurgido das cinzas, e com plenos direitos eleitorais, o que devemos esperar para 2012 e 2014?
Não sou do contra. Não quero o pior para o meu Estado. Mas, como dizem os militares: “em guerra avisada, só morre quem quer”.
Clique no título do artigo para ser redirecionado
Artigo: Réveillon em dose dupla (23/12/2009) – obs.: O inicio da disputa
Artigo: A decepção do século (05/02/2010)
Artigo: Onde estão? (28/07/2010) – obs.: os comentários são ótimos
Artigo: A contradição imposta pelo coronelismo de um partido (10/09/2010) – obs.: o melhor debate nos comentários
Artigo: E agora José? (02/11/2010) – obs.: me rendeu sensura

3 de mar. de 2011

Saudades da imprensa marrom!

Estamos vivenciando, em nível nacional, a empreitada global para cooptar a presidenta Dilma Rousseff, tal qual foi feito em 2003 com Lula.

Essa empreitada tem tudo a ver com o medo da chamada “Ley dos Medios”, que versa por moralizar os meios de comunicação no pais, que foram criados à luz da ditadura militar, as custas de trocas de favores entre empresários, sobretudo Roberto Marinho, e governo.

Contudo, alheio a essa discussão, a imprensa local vai mudando de cor de acordo com as mudanças no cenário político na capital e em Campina, ou no Estado como um todo.

De onde pode-se tirar essa conclusão? Vejamos! Entre 2003 e 2008, vocês irão lembrar muito bem disso, grande parte das emissoras de rádio e televisão vestiam azul e verde. Uma voz na multidão gritava vermelho e, logo após, laranja. Em 2009 o cenário começa a mudar. Quem estava com as cores da bandeira nacional vestiu laranja e em 2011 essa cor toma conta das demais.

Agora, como se certificar de que isso realmente é verdade?

Vamos tratar da greve das polícias, deflagrada essa semana. Todos os portais, sem exceção, todas as emissoras de radio e TV, tentaram minimizar o tamanho da mobilização repassando para a população que apenas Campina Grande e João Pessoa haviam aderido à greve. Era a missão dada ao segundo time da SECOM do Estado. E até estava pegando.

Eis que sites de relacionamento, blogs e portais independentes, todos criados, editados e mantidos, também, por pessoas que estiveram com os policiais, na luta pelo aumento dado e não pago, diziam justamente o contrário. Capital e interior juntos, unidos, fechados na questão da greve. Patos com medo do aumento da violência. Sousa sofrendo com as enchentes e sem poder contar com o Corpo de Bombeiros.

Além desse fato noticiado de acordo com o interesse de apenas um dos lados, outros acontecimentos vêm sendo tratado da mesma forma. De fato, com uma imprensa que não nos conta o outro lado da moeda, estamos agora reféns do laranjismo jornalístico.

Que saudades da imprensa marrom!

18 de fev. de 2011

Profecia

Este vídeo foi produzido pela equipe de campanha de Ricardo Coutinho às vésperas do 1º turno das eleições da Paraíba. Foi exibido no dia 15 de setembro e o tema foi Concursados.

Interessante rever esse vídeo, aqui, editado, ou na íntegra, no canal RCoutinho2010 do youtube (canal da campanha de Ricardo) e comparar com os seus quase dois primeiros meses de gestão.

Não farei mais nenhum comentário. Deixarei que você use sua imaginação e faça uma analogia entre o discurso pra se eleger e a pratica do eleito.


Link vídeo completo: http://www.youtube.com/watch?v=CfWT0J4qtVQ&feature=related

1 de fev. de 2011

Jornalismo patético e um lenço na mão

Não é de hoje que se tem a impressão de, ao abrir um jornal, ou um portal, se estar recebendo um e-mail da assessoria de imprensa de determinado político local.

São matérias “bajulativas”, pouco informativas e sem nenhum cunho jornalístico de fato. Muitas vezes, ao bel prazer do seu escritor, se não informa, até mesmo desinforma, ou informa errado, pela simples vontade desse tal jornalista de alimentar o ego de seu ídolo.

O que está por trás desse ambiente hostil ao verdadeiro jornalismo aprendido nas universidades? Ideologia? Máquina pública alimentando as contas dos redatores, ou das redações? Fanatismo? Falta de formação?

Talvez. Por ideologia, obviamente ‘capitalistico-neo-liberalista’ poderíamos citar as revistas de porte nacional, como a Veja. Mas, além do amadorismo das redações dos nossos principais jornais, e porque não dos portais menores espalhados pela grande rede daqui do Estado, obviamente, uma tendência política cerca textos e redatores, matéria após matéria, além, também, dos patrocínios ou, principalmente, em muitos casos, das trocas de favores.

Tencionar a opinião de leitores acerca da idoneidade de deputado fulano, da lisura legislativa de vereador sicrano, ou da ausência da falha (aquela tão comum nos humanos) de governador beltrano, se tornou tão corriqueiro, que às vezes me pergunto se realmente aquele jornal é um jornal privado, ou se ele é privado de liberdade de comunicar o que legitimamente interessa à sociedade.

É fato também que, assim como cada editoria tem sua cara – a cara do editor-chefe (e geralmente ela é ligada a um político), também pré-selecionados são os seus leitores. Prova disso está nos comentários de certas matérias nos portais de internet.

Outra explicação para essa grande falta-ética do jornalismo local poderia ser a ausência dos referidos jornalistas às escolas superiores de formação profissional, uma vez que, na sua imensa maioria, são pessoas que por dom (divino ou não), passam a fazer parte do corpo de colaboradores da imprensa. Mas mesmo nas academias pode-se identificar sujeitos que vão aderir ao clube do ‘falo o que quero, se isso te agradar!’.

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6 de jan. de 2011

Você conhece este homem?



Ele é o responsável pelo aumento das passagens de ônibus em João Pessoa de R$ 1,90 para R$ 2,10.

Seguindo os aprendizados do seu antecessor, Ricardo Coutinho, Luciano Agra concedeu mais um aumento abusivo para o setor de transportes públicos da capital. Ele é o responsável também pelo lendário comentário que disse que “a cidade precisa de transporte de massa”, ao se referir ao sistema de metrôs na cidade. Ora, doutor! Metrô é o quê, então?

Você nunca votou nele, mas este homem é o atual prefeito da cidade de João Pessoa.

Conceder aumentos acima da inflação, e fazer isso em época de recesso escolar, inviabilizando a mobilização dos estudantes, os quais historicamente lutam contra os aumentos; não dialogar com motoristas de transporte alternativo, inclusive tachando-os de “clandestinos”; manter a AETC-JP no comando de tudo relacionado ao transporte público; e fugir de todo e qualquer tipo de discussão acerca da criação de metrôs em João Pessoa, são as ferramentas que a prefeitura de João Pessoa dispõe para satisfazer a vontade dos empresários de ônibus coletivos, trabalhando de mãos dadas pela melhoria na qualidade de vida desses empresários, em contrapartida aos apoios logísticos dos quais necessitam as personalidades políticas que por essas bandas atuam.

Viva o SOCIALISMO embutido na sigla PSB! Viva as transformações sociais sofridas pelos empresários de transporte coletivo na era RC/LA! E viva os votos destinados a um, que elegeu o outro!

26 de nov. de 2010

Reprodução de matéria do Observatório da Imprensa sobre a midiatização da violência (no RJ)

Como muitos sabem, sou radialista, formado pela UFPB, soldado do Corpo de Bombeiros, portanto, membro do corpo da Segurança Pública do Estado, e muito preocupado com o tipo de jornalismo banditista que se faz chegar, sobretudo em horário de almoço, nos lares pelos Estados. Não só por aqui, visto que o jornalismo policial segue um modelo único, seja em qualquer canal de TV, seja em qualquer unidade da Federação. O foco. A violência? Não! A forma de tratar a violência urbana em troca de alguns quinhões em minutos cada vez mais valiosos pagos com dor e sangue de quem empresta sua imagem aos leões famintos por mais e mais situações de desumanidade e falta de dignidade.

Agora, indico um texto muito bom, que fala sobre o tratamento dado à violência no Rio de Janeiro pelos jornais em geral. Esse texto foi retirado do Portal Observatório da Imprensa, artigo do jornalista Rafael Casé publicado ontem, 25 de novembro de 2010. Segue:

VIOLÊNCIA NO RIO
Cadê o meu capacete?
Por Rafael Casé em 25/11/2010

Este artigo começa diferente, com uma nota do autor. Na verdade, trata-se de uma pensata sobre a cobertura da mídia carioca quando o assunto é violência urbana. Nele estarão questionamentos e convicções próprias de um jornalista que, durante 20 anos, trabalhou com este tipo de noticiário em telejornais diários. Ao leitor, peço que reflita e que debata também. Afinal, se estamos longe de uma solução para o tema, com certeza ela passa por um sério debate.

Nos jornais, na internet, nas rádios e nos noticiários de TV, a nova onda de violência no Rio de Janeiro está nas manchetes. Não se trata de uma novidade, porém, já que a cidade sofre constantemente com ações do tráfico de drogas e a mídia brasileira está sempre pronta a noticiar os fatos.

Isso é um problema? Claro que não, afinal a imprensa deve noticiar fatos. Mas o que me pergunto é: isso está sendo feito da maneira correta ou, muitas vezes, a nossa mídia carrega nas tintas?

Essa mais recente ofensiva dos bandidos cariocas foi classificada, em alguns meios de comunicação, como "a guerra do Rio". Isso é jornalismo ou tal bordão não passa de um artifício jornalístico para valorizar uma manchete? A fronteira, temos que admitir, é uma linha tênue. Mas, se aceitarmos que se trata realmente de uma guerra, não caberia à imprensa se comportar de forma mais cuidadosa, preocupando-se mais com o lado dos "mocinhos" ao invés de supervalorizar as ações dos bandidos? Ou a notícia deve ser dada, doa a quem doer?

Comentários irresponsáveis

Um noticiário além da medida não gera uma sensação de pânico na população? E isso não acaba sendo favorável aos bandidos? Só na quarta-feira (24/11), ouvi falar sobre um caminhão-bomba na ponte Rio-Niterói (falso), cenas de guerrilha com tiroteio dentro do túnel Rebouças (falso também) e de uma ameça de bomba em Ipanema (era uma caixa de madeira vazia que seria utilizada em uma ação promocional). Boatos que vão se multiplicando, impulsionados pelo medo.

Não quero minimizar a situação, mas também acho que é importante refletir sobre ela. Era inevitável que em algum momento houvesse reação contra a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Não se coloca um elefante dentro de uma loja de cristais sem que alguns copos sejam quebrados. Só que em vez desse tipo de interpretação ser feito por nossa mídia, opta-se por manchetes espalhafatosas que só engrandecem os atos criminosos. Na semana passada começaram a juntar esses casos e logo se proclamava que havia uma nova modalidade de crime no Rio. Agora, pensem comigo: esse tipo de abordagem não acaba oficializando ações que poderiam até ser isoladas e dando, como dizem por aí, "ideia para maluco"?

E o pior é ouvir no rádio que a culpa é do governo, que decidiu mexer numa situação que estava sob controle (?). O comunicador (?), que nem merece ser citado, dizia aos brados que se tinham mexido com o vespeiro, agora deviam aguentar as ferroadas. Uma irresponsabilidade total.

Nossa imprensa dá mais importância para os bandidos do que eles próprios se dão. E quando eles veem que alguma ação apavora as pessoas, passam a intensificá-la, realimentando o círculo vicioso.

Ética inversa

Este tipo de ação assusta? Claro que sim, mas raciocinemos: qualquer moleque, a mando do tráfico, pode jogar uma garrafa de gasolina sob um carro ou um ônibus e tocar fogo nele. É pouco? Não. Mas, infelizmente, também já vivemos situações bem mais graves no Rio de Janeiro. Só que a cada nova ofensiva, uma luz de alerta se acende dentro de cada carioca e de nossa imprensa. Uma reação analisada pelo sociólogo Ignácio Cano em recente entrevista para a BBC Brasil:

"As pessoas lidam com insegurança no Rio de forma cíclica e dramática. Para conviver com o alto nível de violência na cidade, as pessoas tratam como se ela não existisse. Mas, então, surge um evento de grande repercussão e vira uma pauta central na cidade, todos discutem, é uma grande catarse."

O que fazer? Não noticiar?

Não. Acho que essa não é a solução, nem o papel do jornalismo. Mas creio que numa situação de "guerra" – que existe, segundo os próprios meios de comunicação – a imprensa deveria tomar alguns cuidados. Alguns erros são crassos. Da mesma forma como existe um acordo informal para não noticiar suicídios, para não divulgar valor de resgates de sequestros ou de venda de substâncias ilícitas, também deveria haver um bloqueio a certas informações ligadas ao tráfico de drogas. Por exemplo: traficante e bandido não têm nome, nem tampouco cargo ou posto. Bandido é bandido, traficante é traficante.

A ética entre esses marginais é inversa. Bandido que tem nome no jornal é o "bicho", é o cara que está barbarizando e por isso mesmo passa a ser mais respeitado e a ter mais poder. Se o Fernandinho Beira-Mar está preso, esqueçamos que ele existe, a não ser que alguma notícia sobre ele seja realmente necessária. Não dá é para ficar falando dele cada vez que vier prestar depoimento no Rio. Rei morto, rei posto.

Não podemos ficar servindo de diário oficial da bandidagem, mas o problema é que isso dá ibope e não faltam programas jornalísticos (porque telejornais não são), ou programas de rádio, ou jornais populares, quase totalmente voltados para esta questão da violência na cidade.

Cito a manchete da primeira página do jornal Extra de quarta-feira (24/11). "UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) X UPP (Unidos pelo pó)". Fico pensando no que se passava na cabeça de quem bolou tal manchete. E só me vem uma resposta: cifras (de tiragem e de faturamento).

Será que é assim que tem que ser?

19 de nov. de 2010

TV Record repercute o ódio aos pobres na Globo

Repasso vídeos postados por Sergio Vilares, no youtube

O episódio? Comentarista da RBS TV, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, fala, com as pupilas ardendo de ódio, que agora todo miserável tem carro. Um comentário altamente preconceituoso e que só demonstra que a ExLITE brasileira está transtornada com os avanços na economia, que vai levando à reboque, os miseráveis à uma situação de conforto social jamais pensada por eles.

Os vídeos podem ser vistos em:

Luiz Carlos Prates: qualquer miserável agora tem carro

Luiz Carlos Prates: TV Record repercute o ódio aos pobres na Globo

15 de nov. de 2010

Comandante do Corpo de Bombeiros repudia Jornalista Luis Torres

O jornalista Luis Torres, blogueiro do Portal Paraíba1, levado pelo ímpeto da parcialidade que toma conta da blogosfera, e não falo apenas dele, observem meus post também, amargou receber dezenas de comentários, grande parte de militares inconformados com suas palavras, acerca de um abaixo-assinado que circula nos quarteis de bombeiros do Estado pedindo a manutenção do comando-geral nas mãos do Coronel Ricardo Rodrigues.

Para o jornalista, que relatou sem conhecimento de causa, a iniciativa teria partido do próprio Coronél Rodrigues, quando na verdade, se tivesse averiguado com apenas dois telefonemas, teria publicado que o abaixo-assinado vem sendo realizado, sem interferências, pelos milhares de militares que viram na pessoa do senhor Ricardo Rodrigues, um exemplo de administração voltado para a humanização da corporação e, sobretudo, voltado para eficiência e diminuição dos gastos públicos que, no final, se reflete em melhoria em todos os sentidos, na prestação de serviço para a sociedade, civil ou militar.

Repasso os textos originais, o inicial, de Luís Torres, e a resposta do Coronél Rodrigues, que o jornalista foi obrigado a publicar:

Comandante do Corpo de Bombeiros legisla em causa própria e inicia abaixo-assinado para continuar no cargo após posse de Ricardo Coutinho

Essa vem de dentro dos quartéis. O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Rodrigues, que é irmão de um dos oficiais ajudante de ordens do governador José Maranhão (PMDB), tem feito reuniões regulares com oficiais e praças da corporação e, ao final, passa um abaixo-assinado a ser entregue ao novo governador Ricardo Coutinho indicando sua permanência no cargo.

Não é isso exatamente, mas é, segundo minha imaginação, algo como “Coronel Rodrigues é o melhor para os Bombeiros”. Um exercício de auto sobrevivência digno de quem não entendeu que o governo é outro a partir do dia 1º de janeiro.

Até porque se a corporação realmente quisesse lutar pela manutenção de Coronel Rodrigues no cargo, faria abaixo-assinado espontaneamente. Sem precisar de pedido.

Luís Tôrres

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Comandante Geral do Corpo de Bombeiros confirma existência de abaixo-assinado pedindo sua permanência, mas afirma que documento é ato espontâneo da corporação


O Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Rodrigues, enviou ao blog nota como Direito de Resposta à post veiculado neste espaço dando conta da existência de um abaixo-assinado para mantê-lo no cargo mesmo após a posse do governador eleito Ricardo Coutinho (PSB).

Na nota, o coronel Rodrigues, que recebeu solidariedade de boa parte dos leitores do blog, confirma a existência do abaixo-assinado, mas nega que tenha qualquer interferência sobre o documento.

Ao registrar que o abaixo-assinado é um ato espontêneo da tropa, Coronel Rodrigues afirma que desenvolveu trabalho moralizador na corporação.

Em nome do bom jornalismo, leiam na íntegra Direito de Resposta do Coronel Rodrigues. Reafirmos o que dissemos desde o começo: competência não se questiona. Mas se renova.

DIREITO DE RESPOSTA

Caro leitores

Me dirijo a todos com o coração contrito e um fardo imensurável de dor e constrangimento, diante das infâmias caluniosas e difamadoras contra mim perpetradas, divulgadas neste blog do LUIS TÔRRES, datado de 13 de novembro de 2010. Acredito que o nobre jornalista foi induzido por fonte não fidedigna na construção e difusão dessa noticia estapafúrdia e mentirosa e diante disso me vejo na obrigação de esclarecer os fatos e restaurar a verdade não apenas por mim, mas principalmente pela minha família, os cerca de 1200 bombeiros que represento e toda a sociedade. A matéria com tema e imagem pejorativos e 03 (três) parágrafos é um sofisma, sendo a única verdade no conteúdo o meu nome e existência de um abaixo assinado.

Tenho uma história de 44 anos vida e 25 anos de Bombeiros Militar pautados na cidadania e busca incansável e incessante da ética, respeito, legalidade, probidade, fraternidade e amor.

A fonte que alimentou o jornalista Luis Torres na elaboração desta matéria deve ser algum dos militares do Corpo de Bombeiros, insatisfeito com as medidas de moralidade, economicidade e eficiência adotados ao longo dos oito meses em que estamos a frente da Corporação. As quais resultaram no bem estar da maioria dos que fazem a nossa Corporação e em conseqüência na melhoria da qualidade dos serviços prestados a sociedade paraibana.

Não fiz formatura em nenhum quartel após as eleições e fiz sim uma reunião com os comandantes de batalhões e Cias pedindo a eles que se preparassem administrativamente para as mudanças que ocorrerão em janeiro e estabeleci um calendário de visitas a todos as unidades que ocorrerá na últimas semanas de novembro e primeira de dezembro, a fim de prestar contas das atividades desenvolvidas ao longo de meu período a frente do Corpo de Bombeiros Militar, fundamentado no principio da publicidade, transparência e legalidade.

Um dos sentimentos mais nobres do ser humano è a gratidão e de forma inédito e voluntária fui surpreendido com um abaixo assinado que circula nos quartéis de todo o Estado pedindo a minha permanência no Comando da corporação. Estou regozijado e emocionado com o ato praticado. O Comando de uma Corporação Militar que contraria interesses em muitas ocasiões se ver reconhecido e mais do que isso, os militares saem da passividade e se tornam ativos na expressão dos seus sentimentos. Não estou com intenções pessoais de me manter no Poder e sequer conheço pessoalmente o futuro Governador Ricardo Coutinho, visto que meu maior compromisso é com Deus, minha família, meus comandados, amigos e sociedade e com esses me sinto reconfortado do dever cumprido.

O que se vê hoje é um clima de fraternidade, tratamento isonômico e respeito com todos os que fazem a Corporação, fruto da humanização estabelecido pelo nosso Comando, não apenas como retórica, mas também como uma prática cotidiano no bom trato e na elevação da dignidade da pessoa humana. Quebra de um paradigma e priorização dos valores fundamentais na relação humana e profissional entre as pessoas. O poder utilizado para servir e não para ser servido!

Nobre Jornalista Luiz Torres espero ter esclarecido os fatos com a cristalinidade necessária. Vá pessoalmente aos quartéis do Corpo de bombeiros e pergunte de forma aleatória ao militar que encontrar lá ou na rua se em algum momento fui desonroso, mentiroso, desumano, injusto, preguiçoso ou pedi para assinarem um abaixo assinado para minha permanência no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, muito menos realizei reunião para tal fim. O principio constitucional da ampla defesa é mister na construção de um juízo de valor que se possa recomendar a leitura de algum tema.

Ricardo Rodrigues da Costa- Cel QOBM
Comandante Geral do CBMPB

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Blog do Luís Torres:
http://www.paraiba1.com.br/luistorres/

2 de nov. de 2010

E agora, José?

Ricardo foi eleito governador. Como ele mesmo insistiu em dizer, "ganhou". Para ele, primeiro era preciso ganhar e, depois quem sabe, contabilizar o tamanho, ou não, da vitória.

Com a vitória de Ricardo Coutinho veio a derrota primeiro, de José Maranhão, segundo, dos próprios ricardistas, que depois de passada a sensação gostosa de uma ejaculação precoce, amargarão o sabor tenebroso do deixar-se de lado.

Com a vitoria de Ricardo Coutinho veio a derrota dos movimentos sociais que estão, agora, no mesmo balaio em que se encontram Cássio Cunha Lima e Efraim Morais, PSDB e DEMOCRATAS. A derrota é grande. São esses dois partidos que farão frente ao governo da eleita presidente Dilma Rousseff, do PT. A derrota é maior ainda porque o governador eleito se elegeu as custas dos quase 40% de reprovação à Dilma, que teve, no Estado vizinho de Pernambuco, 75% de aprovação. E agora José?

No histórico de Ricardo consta atropelar companheiros, tratorar aliados, ceder a empresários, política do pão-e-circo, canteiro de obras (muito questionado no adversário, inclusive), venda de cargos de secretariado para obter maioria no legislativo, arrogância, incompreensão, antipatia, ufa! Ele ainda é a esperança? Mas, e agora José?

Ricardo foi para o segundo turno, obteve 150 mil votos de diferença e não foi graças a ele, o senhor Deus da capital. Inclusive, na capital, onde é tido como liderança, obteve cerca de 20% a menos de votos do que quando disputou a prefeitura. Ricardo deve seu desempenho ao governador-cassado-senador-cassado Cássio Rodrigues da Cunha Lima, seu fiel ex-rival articulador nos grotões da Paraíba.

Ricardo obteve expressiva votação mas não obtém maioria na Assembléia Legislativa. Não enviou UM, APENAS UM que fosse, deputado federal da sua legenda para Brasília e ainda vai ter que amargar a esperança de ver o STF decidir se autoriza ou não o registro de candidatura do seu coordenador de campanha para, assim, ter em quem se segurar nos próximos 4 anos e, ai (o perigo novamente), ficar dependente de Cássio, mais uma vez.

Se engana quem acredita friamente que a vitória de Ricardo Coutinho representa a vitória da Paraíba. Se enganou também quem acreditou que o Deputado Estadual, que criou leis contra empresários de transporte inter-municipal em favor de estudantes, que patrocinou, mesmo que com uma nota de R$ 20,00, as manifestações contra os deliberados aumentos de passagens na capital, quando eleito, seria uma força contra essa máfia que, com o aval do executivo municipal (agora estadual), só vem crescendo a passos largos, com concessões gratuítas de 20 anos e aumentos consecutivos.

Se enganou, profundamente, quem acreditou que o novo enterraria Maranhão e os Cunha Lima, para dar vez às vozes caladas da sociedade civil desorganizada.

Se enganou quem acreditou que “primeiro é preciso ganhar!”

Que Deus abençoe o nosso Estado daqui pra frente!